FMI revê em baixa expansão do PIB de Portugal para 1,7% este ano

FMI revê em baixa expansão do PIB de Portugal para 1,7% este ano

 

Lusa/AO Online   Economia   9 de Abr de 2019, 17:49

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu esta terça-feira em baixa a sua previsão para a economia portuguesa, antecipando um crescimento de 1,7% em 2019, menos 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que na anterior estimativa.

O FMI prevê agora que a economia portuguesa cresça 1,7% este ano, abaixo dos 1,8% projetados em novembro de 2018, e também abaixo dos 2,2% previstos pelo Governo, antecipando um abrandamento da economia portuguesa para 1,5% em 2020.

As previsões constam do “World Economic Outlook” (WEO), hoje divulgado, onde o FMI também antecipa uma taxa de desemprego de 6,8% este ano, acima da anterior estimativa de 6,5% e também superior à previsão do Governo, de 6,3%.

Para 2020, a instituição liderada por Christine Lagarde antecipa uma descida da taxa de desemprego para 6,3%.

Para o défice da balança corrente, em 2019, FMI antecipa que se fixe nos 0,4% do PIB, depois de ter ficado nos 0,6% do PIB em 2018. Já para 2020, a instituição antecipa um défice de 0,5%.

A balança corrente mede as receitas e pagamentos ao exterior pela troca de mercadorias, serviços, rendimentos e transferências. Ou seja, junta os saldos de três outras balanças - a de bens e serviços, que inclui o turismo, de rendimentos, onde se incluem salários, lucros e juros, e transferências correntes, como remessas de migrantes.

O Governo espera um défice orçamental de 0,2% do PIB este ano, depois dos 0,5% verificados em 2018, o melhor registo da democracia e abaixo do previsto pelo executivo.

Em novembro, o FMI antecipou um défice de 0,4% do PIB português em 2019.

Para a inflação, o FMI revelou hoje que prevê se fixe em 1% este ano, abaixo da anterior estimativa de 1,6%, antecipando que a inflação acelere para 1,7% em 2020.

No WEO divulgado hoje, o FMI reviu em baixa a sua estimativa para o crescimento do PIB mundial para 3,3% em 2019, menos 0,2 p.p. face à estimativa de janeiro, mantendo a previsão de uma expansão de 3,6% para 2020.

“A refletir o abrandamento da atividade [económica] na segunda metade de 2018 e no primeiro semestre de 2019, o crescimento global deverá abrandar dos 3,6% registados em 2018 para 3,3% em 2019, e depois regressar aos 3,6% em 2020”, lê-se no WEO.

Já para a zona euro, a instituição com sede em Washington desceu em 0,3 p.p. a sua previsão para o crescimento do PIB este ano, para 1,3%, baixando também em 0,2 p.p. a sua anterior estimativa de janeiro para uma expansão do PIB de 1,5% em 2020.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.