Jorge Rita, que foi reconduzido na presidência da Federação Agrícola dos Açores, numa assembleia-geral realizada na quinta-feira, sustentou que “é previsível um aumento dos custos dos fatores de produção, como fertilizantes e combustíveis, que vão penalizar gravemente os agricultores”.
Num momento “particularmente desafiante” para o setor agrícola, Jorge Rita agradeceu a renovada confiança no elenco diretivo reconduzido e sublinhou que "o setor enfrenta várias conjunturas que requerem um esforço conjunto", segundo nota de imprensa divulgada pela Federação Agrícola.
“O setor enfrenta várias conjunturas que requerem um esforço conjunto do movimento associativo e da governação, face à situação particularmente difícil no setor leiteiro, por via das baixas generalizadas no preço à produção”, afirmou, citado na nota.
O dirigente associativo exigiu ainda a regularização da Resolução de 2025, que "obriga o Governo Regional a cumprir em calendário o apoio ao funcionamento das associações de agricultores", apontando que estão ainda por publicar as Portarias que definem os montantes candidatados.
O presidente da FAA apelou ainda "à firmeza" dos órgãos de governação da região e do país para garantir a manutenção do POSEI (Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento e à Insularidade) no próximo Quadro Financeiro Europeu, defendendo "uma dotação acrescida e fora dos fundos de coesão, rejeitando a dependência dos Estados-membros", adianta ainda.
Jorge Rita foi reeleito na sequência da eleição dos corpos sociais para o próximo triénio, numa reunião onde foram aprovadas também as contas do exercício de 2025 da FAA.
Segundo informou a Federação, a Associação Agrícola de São Miguel mantém a presidência do órgão representativo das associações açorianas de agricultores, tendo como vice-presidentes a Associação Agrícola da Ilha Terceira, a Associação de Agricultores da Ilha do Pico, a Fruter e a Associação Agrícola da Ilha das Flores.
