Colômbia

FARC dispõem de células de apoio em 26 países


 

Lusa/AOonline   Internacional   9 de Out de 2008, 11:30

A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) dispõe de células de apoio em 26 países, afirmou quarta-feira o chefe da polícia colombiana, evocando dados extraídos do computador do número dois das FARC, morto em Março.
A informação retirada do computador de Raul Reyes permitiu estabelecer que as “FARC desde as profundezas da selva geraram contactos, conexões, células de apoio em pelo menos 26 países”, afirmou o director da polícia nacional, o general Oscar Naranjo, segundo um comunicado divulgado pela presidência colombiana.

    O general fez estas declarações quarta-feira perante a Assembleia-Geral da Interpol em São Petersburgo, referiu a presidência sem avançar a lista concreta dos países envolvidos.

    Na mesma ocasião, Oscar Naranjo afirmou igualmente que as FARC dispõem de um proveito de guerra de dois mil milhões de dólares por ano, retirado do tráfico de droga, dos sequestros e das extorsões, um montante impossível de confirmar através de fonte independente.

    O chefe da polícia colombiana também acusou a guerrilha, fundada em 1964, de se dedicar ao tráfico de armas e pessoas, ao branqueamento de dinheiro e a procurar obter material radioactivo, antes de pedir aos seus homólogos para reforçar a “cooperação bilateral e multilateral contra o terrorismo”.

    As autoridades colombianas já tinham evocado no passado ligações das FARC noutros países como o Equador, Venezuela, Costa Rica, Espanha, Itália e Dinamarca.

    O governo colombiano congratulou-se em Setembro com a condenação de seis dinamarqueses acusados de ter vendido t-shirts com os logótipos da Frente Popular de Libertação da Palestina e das FARC com o objectivo de recolher fundos para estas organizações.

    Na Colômbia, as FARC devem contar actualmente com cerca de 10.000 combatentes, segundo o director da polícia.

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