FAO apela a aumento da ajuda humanitária ao Haiti depois dos furacões


 

Lusa / AO online   Internacional   28 de Set de 2008, 12:23

A directora executiva do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (FAO) visitou Gonaives (Norte do Haiti) e considerou que a ajuda humanitária à cidade fustigada por dois violentos furacões é apenas básica diante das necessidades da população.
    “Estamos a um terço do caminho. Precisamos de mais alimentos, água e medicamentos. Nós estamos ainda no atendimento básico”, disse Josette Sheeran aos jornalistas ao desembarcar em Gonaives num helicóptero da FAO, sexta-feira.

    Quase um mês depois da passagem do primeiro furacão, a situação em Gonaives é trágica. A estimativa da FAO é de que 265.000 dos 350.000 habitantes de Gonaives tenham sido afectados pela passagem dos furacões Hanna e Ike.

    De acordo com a Defesa Civil, os mortos chegam a 400. Cerca de 3.000 casas foram destruídas e 50 mil dependem hoje de ajuda humanitária para sobreviver.

    Já foram removidos, segundo a FAO, 2,8 milhões de metros cúbicos de lama, mas ainda falta muito lodo para ser retirado.

    As ruas e as casas estão imundas. O lixo e o lodo estão a fermentar sob um sol de mais de 40 graus, o que deixa um cheiro insuportável no ar.

    Já foram registados casos de infecção respiratória, desinteria, hepatite, tétano, tifo e há um sério risco de epidemia de malária.

    Não há água e a rede eléctrica está toda danificada.

    Toneladas de alimentos chegam de barco a Gonaives e são distribuídos pelos militares da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (MINUSTAH), mas a fome ainda causa desespero entre as mulheres que enfrentam as longas filas de distribuição da comida.

    Os alimentos estão a ser entregues às mulheres para evitar tumultos mais violentos entre os homens, como aconteceu no início da calamidade.

    O maior contingente da Missão de Estabilização das Nações Unidas para o Haiti (MINUSTAH) em Gonaives é o argentino, mas há também na região militares peruanos, brasileiros, chilenos e paquistaneses nesta campanha de solidariedade para atender as vítimas dos furacões.

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