Falta aos psicólogos um "lobby" junto do poder político (vídeo)

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Rui Jorge Cabral   Nacional   1 de Out de 2013, 16:20

O candidato a bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Rui Abrunhosa Gonçalves, considera que os psicólogos precisam ter mais implantação junto do poder político para fazer valer as necessidades da sua profissão, sobretudo em áreas que hoje são consideradas deficitárias, como a educação ou a saúde.
Rui Abrunhosa Gonçalves desafia o atual bastonário da Ordem dos Psicólogos, Telmo Mourinho Baptista, nas eleições que vão decorrer no próximo dia 18 de outubro. “Nós não podemos estar à espera que saiam os decretos a dizer o que nos vai acontecer, temos sim de ser capazes de influenciar a priori”, afirma Rui Abrunhosa Gonçalves, em entrevista ao Açoriano Oriental, lembrando também que “o nosso sistema de saúde, embora tenha vindo a absorver muitos psicólogos, ainda está, quanto a mim, bastante deficitário a este nível”. 

 

A mesma coisa se passa também nas escolas, “quando ainda recentemente houve uma determinação ministerial que limita consideravelmente a entrada dos psicólogos”, até porque, alerta o candidato a bastonário: “um psicólogo por agrupamento não é igual a ter um psicólogo por escola que, se calhar, já nem dava conta de todos os pedidos que lhe eram feitos”. 

 

Nos Açores, onde a Ordem inaugurou em maio passado a sua Delegação Regional em Ponta Delgada, Rui Abrunhosa Gonçalves, afirma que há uma  maior aposta na área social e no papel do psicólogo, ainda que tenham surgido também na Região algumas restrições orçamentais. Contudo, afirma,  “tenho uma noção mais positiva das coisas aqui nos Açores e até na Madeira do que no continente”. 

 

A psicologia é uma profissão nova em Portugal, com os primeiros licenciados a surgirem há cerca de 30 anos atrás, tendo havido nos últimos tempos uma “desregulação” e uma “aposta indiscriminada na formação, com a abertura de muitos cursos”. 

 

Rui Abrunhosa Gonçalves considera, por isso, que a constituição da Ordem dos Psicólogos foi importante para a dignificação da profissão, embora afirme que esta é a altura de “arrumar a casa”. E uma das medidas que o candidato a bastonário propõe é precisamente a da criação de colégios de especialidade na Ordem para evitar a generalizações de conhecimentos em que todos falam sobre tudo - “como se a psicologia fosse uma panaceia que serve para tudo”, lamenta - por vezes deixando uma má imagem da profissão junto da opinião pública. Importa, para Rui Abrunhosa Gonçalves, que quando um psicólogo for chamado para falar sobre um determinado assunto, “seja claramente um especialista na matéria”.   

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