Têxteis

Exportações portuguesas em Agosto com "forte crescimento"


 

Lusa / AO online   Economia   12 de Nov de 2007, 15:36

As exportações têxteis e de vestuário portuguesas mostraram em Agosto um "forte" crescimento, consolidando a tendência verificada desde o início do ano, anunciou o presidente da associação do sector.
De acordo com Paulo Nunes de Almeida, da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), entre Janeiro e Agosto, as exportações cresceram 4,2 por cento, relativamente a igual período do ano passado, totalizando quase 2,9 milhões de euros.

"O principal destaque vai para a evolução nas exportações de artigos têxteis, com capítulos que continuam a crescer na casa dos dois dígitos - pastas, feltros, artigos de cordoaria (19,7 por cento) e tecidos especiais e tufados (34 por cento)", refere o responsável em comunicado.

Por seu turno, o capítulo onde se integram os têxteis-lar consolida a inversão de tendência verificada no mês de Julho, com destaque para o vestuário e acessórios de malha que evidenciam um "notável crescimento" face ao mês anterior, o que, segundo Paulo Nunes de Almeida, já não acontecia há diversos meses.

No que respeita às importações, regista-se uma evolução positiva de 5,3 por cento, com os têxteis-lar a crescerem 25,6 por cento e os artigos de vestuário de malha e de tecido a subirem 17,6 por cento e 8,3 por cento respectivamente.

"Estes números mostram a crescente pressão das exportações dos países do Oriente, com natural destaque para a China", comenta o presidente da ATP.

Para Nunes de Almeida, estes números não só "indicam um crescimento robusto e sustentado das exportações de têxteis e vestuário, mas também revelam que o sector contribuiu positivamente para um acréscimo significativo da balança comercial".

A ATP regista também "com agrado" que o sector "começa finalmente a ser reconhecido pela opinião pública nacional como um exemplo de actividade económica tradicional que sabe incorporar design e tecnologia para subir na cadeia de valor e assim concorrer globalmente com produtos e serviços diferenciados e de maior valor acrescentado".
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