Europeus devem falar a "uma só voz" no Conselho de Administração do FMI


 

Lusa / AO online   Economia   4 de Set de 2010, 18:38

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, apelou hoje aos europeus para falarem a uma só voz no Fundo Monetário Internacional FMI), uma vez que é oportuno um debate nesse sentido.

Questionado sobre a oportunidade de reduzir ou não o número de membros dos países da União Europeia no conselho de administração do FMI, Trichet respondeu apelando aos europeus para "terem uma posição única" no seio desta organização internacional.

"É muito importante para o governo mundial", advertiu Jean-Claude Trichet, que falava durante uma conferência de imprensa que se realizou à margem do Forum Ambrosetti que reuniu personalidades do mundo da política e da economia junto ao lago Côme, no norte da Itália.

Trichet precisou que não falava enquanto presidente do BCE, mas a "título pessoal", pois o BCE "não tem posição" sobre esta matéria.

Atualmente, a Europa ocupa nove lugares no conselho de administração do FMI, de entre entre os 24 que o compõem.

Excluindo o Japão que possui um representante no conselho de administração do FMI, a Ásia tem quatro lugares e os países árabes e do Médio Oriente três, enquanto que a América Latina detém dois elementos.

Para poder dar resposta às exigências e ao crescente peso dos países emergentes, tem decorrido um debate nos últimos anos sobre a oportunidade racionalizar a representação dos diferentes países europeus no seio do conselho de administração do FMI, procurando limitar, por exemplo, a um representante no caso dos países da zona euro ou mesmo da União Europeia (UE).

O presidente da UE, Herman Van Rompuy, manisfestou-se em fevereiro último a favor de um representante único dos países da zona euro, apesar das resistências que esta ideia suscita entre os países interessados.


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