Fisco

Estado reclama perto de 72 mil euros à J.P. Sá Couto


 

Lusa/AOonline   Economia   7 de Out de 2008, 12:34

A empresa de informática J.P. Sá Couto, produtora do computador Magalhães, revelouser arguida num processo de fraude fiscal relativo a 2000 e 2001 em que o Estado português lhe exige perto de 72 mil euros.
Em comunicado assinado pelo presidente do conselho de administração, Jorge Sá Couto, a empresa de Matosinhos adianta que é ainda arguido no processo um dos seus administradores, sendo reclamados pelo Estado 71.620,54 euros.

    "Esta notícia é pública há vários anos, tendo sido publicada na comunicação social nessa altura", refere a J.P. Sá Couto, salientando ter, "oportunamente", entregue a sua "contestação" e aguardar agora "serenamente o desfecho do julgamento".

    Afirmando a sua "plena convicção de que a verdade será reposta", a empresa garante que, nos seus 19 anos de actividade, "tem sido um modelo de contribuinte exemplar".

    Acrescenta ainda que, "aquando do acontecimento, foram informados todos os fornecedores e entidades bancárias dos factos em causa".

    Segundo foi hoje noticiado pela Rádio Renascença, a J.P. Sá Couto e o seu administrador João Paulo Sá Couto (irmão de Jorge Sá Couto) é acusada da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com mais 39 arguidos.

    Em causa estará um "mega fuga e fraude ao IVA" no ramo da informática, num esquema vulgarmente designado por "fraude carrossel" em que a empresa de Matosinhos alegadamente assumiria a posição de elo final.

    Neste esquema, os mesmos bens são sucessivamente transmitidos, em círculo, entre diversos operadores sedeados em pelo menos dois Estados da União Europeia, não sendo o valor do IVA devido entregue por pelo menos um operador no seu país.

    Nos termos da acusação, citada pela Renascença, a J.P. Sá Couto terá tido como contrapartida um lucro de cerca de 4 por cento sobre o valor da mercadoria facturada.

    Ainda segundo a Renascença, acoplado à acção penal estará um pedido civil em que o Estado português reclama mais de 5 milhões de euros, acrescido de juros de mora.

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