TGV

Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente

Estação em Lisboa vai ser na Gare do Oriente

 

Lusa / AO online   Economia   13 de Nov de 2007, 11:23

A estação do comboio de alta velocidade em Lisboa vai ser a gare do Oriente, num projecto de ampliação que já foi entregue ao autor, o arquitecto Santiago Calatrava, disse à agência Lusa o administrador da Rave, Carlos Fernandes.
  A ampliação da gare, deverá permitir mais duas a três linhas de alta velocidade, vai ser projectada pelo arquitecto espanhol, que já aceitou a encomenda.

"Fomos a Nova Iorque apresentar o projecto ao arquitecto Santiago Calatrava, que ficou muito entusiasmado e, depois de diversas reuniões, estamos agora a negociar as questões contratuais", disse à Lusa, Carlos Fernandes.

A opção entre a localização da estação no Parque das Nações e Chelas foi estudada pela RAVE, a empresa responsável pelos estudos da alta velocidade em Portugal, que optou pela gare do Oriente, para rentabilizar a infraestrutura e porque permite aproveitar o canal da linha convencional do Norte.

A Gare do Oriente "tem margem, tem espaço, para fazer sair por lá as linhas pelo lado direito da linha do Norte", explicou.

Além de acomodar mais linhas férreas, a Gare do Oriente vai incluir ainda uma estrutura que permita o serviço de check-in avançado a pensar no futuro aeroporto de Lisboa - quer seja na Ota ou em Alcochete - e uma zona de circulação e estacionamento para o 'shuttle' de ligação.

Ou seja, os passageiros chegados à Gare do Oriente que se dirijam para o aeroporto poderão fazer o check-in logo na própria estação ferroviária, como acontece em alguns dos sistemas de transportes mais avançados do mundo.

"Se o aeroporto for na Ota, o 'shuttle' vem pela linha do Norte; se for em Alcochete, atravessa a ponte e segue para esse destino", explicou Carlos Fernandes.

A primeira linha de TGV, a que ligará Lisboa a Madrid deverá estar a funcionar em 2013, e só depois serão feitos os ramais para o aeroporto que, "na melhor das hipóteses, só estará pronto em 2017", acrescentou.

As operações de manutenção ficarão instaladas em Braço de Prata, em paralelo com a avenida Marechal Gomes da Costa, segundo a mesma fonte.

A alternativa à Gare do Oriente, a construção de uma estação na zona de Chelas/Olaias, também foi estudada pela Rave, mas, para além do investimento na criação de raíz de uma nova gare, apresentava ainda outros inconvenientes como a exigência de um túnel para trazer o TGV da zona do Trancão até Chelas.
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