Seminário

"Está na hora de dar autonomia à RTP/Açores"

"Está na hora de dar autonomia à RTP/Açores"

 

Aonilne/Lusa   Regional   9 de Set de 2011, 07:38

 A presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, defendeu hoje que “está na hora de dar autonomia à RTP/Açores”, reafirmando a proposta que apresentou há cerca de um mês para uma empresa com autonomia administrativa, financeira e de gestão.

“O PSD defende a autonomia da RTP/Açores, com capitais públicos e privados, nacionais e regionais”, afirmou Berta Cabral, acrescentando que “o financiamento do serviço público é da responsabilidade do Estado, mas não se dispensa o contributo da região, assim como se deve estimular o envolvimento do setor empresarial e da sociedade civil”.

A líder regional do PSD, que falava em Ponta Delgada na abertura de um seminário sobre Serviço Público de Televisão nos Açores, defendeu que a RTP/Açores “tem que seguir o seu próprio caminho, independente, para não ser levada por arrastamento pelo que se passa no Grupo RTP”.

Depois de defender a quebra desta ligação, “para bem da RTP/Açores”, criticou o governo regional e o PS/Açores por pretenderem “manter as coisas como estão”.

O Provedor do Telespectador da RTP, José Carlos Abrantes, convidado para este seminário, admitiu que chegou a pensar “perder o avião” em Lisboa, porque não sabia o que vinha fazer aos Açores, cuja realidade disse desconhecer, uma vez que não lhe chegam mensagens de telespectadores da região.

Na sua intervenção salientou que “não existe audimetria” nos Açores, ou seja, “não se sabe quantas pessoas veem a RTP/Açores”, o que, como foi depois salientado, contraria a ideia transmitida pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, de que este canal tem uma audiência “residual”.

A decisão anunciada pelo ministro de reduzir a emissão diária da RTP/Açores a quatro horas, entre as 19:00 horas e as 23:00 horas, foi criticada por Herberto Gomes, jornalista da RTP/Açores também convidado para o seminário, para quem “se a RTP fizesse uma contenção de custos como a que se está a fazer nos Açores e na Madeira, talvez não se tivesse chegado a este imbróglio”.

Quanto ao horário em que a RTP/Açores vai passar a emitir, Herberto Gomes recordou que o período de emissão começa quando se iniciam os telejornais dos canais nacionais, destacando a dificuldade de captar audiência nessa altura, mesmo que a RTP/Açores apresentasse “um ‘Big Brother’ com nu integral”.

Armando Mendes, outro jornalista convidado, defendeu que a RTP/Açores “tem os dias contados”, mas frisou que os Açores têm que ter uma “empresa pública de comunicação social”.

Essa empresa, na sua perspetiva, seria de “capitais maioritariamente públicos regionais”.
   


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