Sábado, 1 fevereiro, 18h00

Engengroaldenga apresentam ‘Nalgum Tempo’

Os marienses, Rui Resendes e Alexandre Fontes, apresentam o seu álbum de estreia amanhã, pelas 18h00, no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande



Os Engengroaldenga, formado pelos marienses, Rui Resendes e Alexandre Fontes, apresentam amanhã, o seu álbum de estreia ‘Nalgum Tempo’ na Blackbox do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, pelas 18h00.

‘Nalgum Tempo’ é o primeiro trabalho discográfico do projeto que conta com 10 temas originais, nos quais trazem sonoridades alternativas da viola da terra. Baseia-se numa “construção com a viola da terra, numa demonstração do contemporâneo e versatilidade que a viola da terra poderá ter”, como disse Alexandre Fontes.

Em entrevista ao jornal Açoriano Oriental, o músico explicou que ‘Nalgum Tempo’ vem de uma expressão que se utiliza em Santa Maria quando os antigos querem retratar o passado e “utilizamos essa expressão como um bom nome para representar o nosso trabalho que estamos a tentar implementar com a viola da terra e com o nosso projeto Engengroaldenga”.

A história dos Engengroaldenga começou em 2018, curiosamente na ilha de São Miguel, pese embora os dois serem naturais de Santa Maria, mas na altura o “Rui Resendes estava a viver em São Miguel e eu, por motivos profissionais, também tive que mudar-me para São Miguel”.

No início o objetivo do projeto “era fazer uma reconstrução de músicas antigas que conhecíamos do cancioneiro açoriano, desde de Santa Maria até às Flores - que foi a recolha que fizemos – e depois dar o nosso ‘cunho’ pessoal a certas músicas, usando a viola da terra”. Entretanto, o projeto foi evoluindo, foram sendo incluídas músicas originais nas “nossas apresentações e no ano passado, quando decidimos que iríamos fazer um trabalho discográfico, ficou decidido que tinha de ser com originais”.

A viola da terra está na vida de Alexandre Fontes desde que nasceu, porque o “meu pai era tocador e os avós também”. A partir dos 12 anos “comecei a aprender guitarra elétrica, violão acústico e também viola da terra. A minha avó ensinou-me umas modas tradicionais de Santa Maria e  entrei no Grupo Folclórico de Santo Espírito para tocar viola”.

Na altura, “o Rui estava lá a tocar viola da terra”, disse para explicar que já havia tocado antes com o Rui Resendes em outros projetos: “tive uma banda de originais chamada ‘Dyphusão’ e o Rui tinha a ‘Nova Geração’ e fazíamos muitas demos, tocávamos muito com eles e eles connosco, e ficou sempre na ideia de fazermos algo com a viola da terra”. 

Por sua vez, Rui Resendes, começou cedo na música. Aos nove anos começou a tocar na filarmónica local”.

Os Engengroaldenga já atuaram em vários palcos, nomeadamente nas ilhas de Santa Maria, São Miguel, Pico e Terceira; e nos festivais Maia Folk, Maré de Agosto, I Festival de Violas da Terra, Cordas World Music Festival, na residência artística Anticiclone, entre outros.

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