Empresários de Angra do Heroísmo denunciam entreves da banca na concessão de apoios

Empresários de Angra do Heroísmo denunciam entreves da banca na concessão de apoios

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Set de 2011, 13:05

 Um inquérito da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo indica que 65 por cento de cerca de uma centena de empresas da Terceira, Graciosa e S. Jorge tiveram dificuldades em “recorrer aos apoios lançados pelo Governo Regional” dos Açores.

“As principais razões apresentadas pelo tecido empresarial foram a exigência de garantias adicionais, entraves por parte da banca e as dívidas à segurança social e ao fisco”, explicou o presidente da CCAH, Sandro Paim.

O dirigente empresarial alertou para o facto de, “para além destes números, que só por si são alarmantes e muito preocupantes, existem outros aspetos que foram lançados pelos empresários que colocam a própria sustentabilidade da economia em causa”.

Sandro Paim, entre estes aspetos, destacou as “instituições financeiras que assinam contratos com o governo regional para apoio às empresas e depois, nos balcões, informam que não assinaram ou que não têm conhecimento dessas linhas de apoio”.

O presidente da CCAH frisou que “a única medida que introduzia liquidez às empresas, a Linha de Crédito Açores Investe I, foi praticamente recusada pela generalidade das instituições financeiras”.

Por outro lado, salientou que a única que foi "operacionalizada com algum sucesso foi a linha de reestruturação de endividamento, que, acima de tudo, melhorava as condições das próprias instituições financeiras no que diz respeito a receitas e garantias".

A CCAH apela, por isso, a uma mudança de atitude da banca instalada nos Açores, não só para apoiar através destas linhas de apoio, mas também para reivindicar a nível nacional capacidade financeira para introduzir liquidez nas empresas regionais, permitindo que estas invistam e façam crescer a economia.

Do Governo Regional, os empresários pretendem uma garantia de que a banca vai concretizar o esforço de apoio às empresas, alertando Sandro Paim que, caso contrário, “o número de encerramento e insolvência das empresas regionais terá consequências devastadoras”.


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