Açoriano Oriental
Empresa no Corvo pode despedir trabalhadores por falta de mercadorias

Uma empresa de construção civil da ilha do Corvo, nos Açores, poderá ter de despedir trabalhadores porque está sem materiais de trabalho, por estarem retidos no porto da Praia da Vitória, na ilha Terceira, desde o furacão "Lorenzo".

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO Online

A denúncia foi feita pelo deputado Paulo Estêvão, do PPM, numa conferência de imprensa na sede do parlamento açoriano.

Segundo o deputado, o problema deve-se às dificuldades no transporte de mercadorias para a mais pequena ilha dos Açores, que se arrastam deste o furacão que atravessou o arquipélago na madrugada do dia 02 de outubro.

"Nos próximos dias, esta empresa irá proceder a despedimentos", advertiu o parlamentar monárquico, lembrando que "esta situação irá afetar um conjunto de oito trabalhadores", número que considerou "muito significativo" para uma ilha como o Corvo, onde residem apenas cerca de 460 pessoas.

A dificuldade no transporte de mercadorias para as ilhas das Flores e do Corvo resulta dos estragos provocados pelo furacão, que destruiu o porto comercial das Flores, impedindo, desde então, a operação de navios porta-contentores, que abasteciam o Grupo Ocidental - ilhas das Flores e Corvo - antes do "Lorenzo".

"Há dois meses e tal que estamos a pedir que essa mercadoria seja transportada (...) para que esta empresa possa continuar a desempenhar a sua atividade na ilha", insistiu Paulo Estêvão, lamentando que o Governo Regional, que até já se reuniu com os empresários locais, não tenha tido ainda capacidade para resolver o problema.

O deputado do PPM disse que vai aproveitar a deslocação à ilha do Corvo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (que anunciou recentemente que vai passar o ano na ilha açoriana), para tentar pressioná-lo a ajudar a resolver o problema.

"O senhor Presidente da República pode ter aqui um papel importante para resolver problemas. Não é só afetos! É também a oportunidade de ter um papel a desempenhar nesta atividade", explicou Paulo Estêvão.

O parlamentar monárquico disse também que muitas das mercadorias que atualmente chegam à ilha do Corvo estão incompletas, sem que os transitários expliquem porquê.


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