Qimonda

Empresa anuncia despedimento de 402 trabalhadores em regime de lay-off


 

Lusa/AO Online   Economia   3 de Nov de 2009, 17:27

A Qimonda vai despedir, 402 trabalhadores que se encontravam em regime de suspensão temporária de trabalho (lay-off), anunciou  a administração através de comunicado.

O período de lay-off, que durava há seis meses, termina quarta-feira, sendo que ao longo da semana os trabalhadores a dispensar já começaram a receber as cartas de despedimento, disseram à Lusa funcionários da empresa.

A Qimonda justifica os despedimentos, afirmando que é “legalmente inviável e economicamente insustentável a continuação destes trabalhadores até à entrada da operação em velocidade de cruzeiro”, o que no plano de viabilização da fábrica está previsto acontecer entre 2011 a 2012.

Assim, a Qimonda aponta que vai ficar com um total de “378 funcionários”, sendo que “139 se vão manter em regime de lay-off” até Abril de 2010.

No comunicado, a administração da fábrica explica que, segundo o “plano de negócios provisional, para os próximos anos”, a empresa poderá precisar de uma estrutura de “770 colaboradores”.

E, nessa altura, a Qimonda poderá “readmitir os colaboradores agora dispensados”, uma possibilidade que, no entanto, “dependerá da situação do mercado de semicondutores e da necessária concretização dos negócios planeados”.

Bruno Maia, da comissão de trabalhadores da Qimonda, já reagiu a este comunicado da administração da fábrica, reiterando que se sente “desiludido com todo este processo”, mas continua “à espera que algo seja feito”.

O trabalhador, que se vai manter em lay-off, aguarda que “todas as entidades envolvidas se sentem à mesma mesa e tentem encontrar uma solução” para a Qimonda.

“Depois de vários estudos feitos por organismos competentes, Vila do Conde foi considerado um local estratégico para a instalação deste tipo de unidade e, agora, é preciso dar continuidade a esse trabalho”, disse Bruno Maia.

“É preciso impulsionar a tecnologia e dar continuidade às unidades industriais que tempos”, concluiu o trabalhador.


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