Livros

Editoras correm para conseguir memórias dos Bush e de Palin


 

Lusa/AOonline   Internacional   13 de Nov de 2008, 11:07

Várias editoras norte-americanas estão na corrida comprar as memórias do presidente George W. Bush e da primeira-dama Laura Bush, noticia a Reuters.
As editoras estariam dispostas a oferecer a Laura Bush dinheiro na casa dos milhões de dólares pela sua autobiografia, até porque acreditam na possibilidade da primeira-dama vender mais que o marido.

    Contudo, ambos podem ficar em segundo plano perante Sarah Palin, a governadora do Alasca e candidata vice-presidencial republicana derrotada nas eleições da semana passada.

    "Com ou sem razão, o público parece ter gostado de Palin, e eu imagino que, neste momento tolo das nossas vidas, ela será capaz de receber mais do que qualquer um dos Bush", disse John Baker, ex-director editorial da Publishers Weekly e agora agente literário.

    Agentes e editoras dizem que Bush e Sarah Palin provavelmente receberão adiantamentos de vários milhões de dólares, mas que não chegarão aos 15 milhões de dólares de adiantamento pagos ao ex-presidente Bill Clinton, valor considerado recorde para uma obra de não-ficção.

    O interesse por livros de memórias políticas está em alta desde que o presidente eleito Barack Obama - que já escreveu dois livros sobre sua vida -pôs fim a oito anos de governo republicano.

    O ex-assessor de Bush Karl Rove e o ex-secretário da Defesa Donald Rumsfeld estão entre os que já têm contratos para a publicação de livros, mas há outro memorialista visto como ainda mais intrigante: o vice-presidente Dick Cheney.

    O presidente Bush disse à CNN na terça-feira que, depois de voltar ao seu estado natal, Texas, em Janeiro, provavelmente vai escrever um livro.

    "Quero que as pessoas saibam como é ter que tomar algumas das decisões que tomei. Como foi o momento. Tive uma dessas presidências que exigem que se tomem decisões difíceis", disse Bush.

    Laura Bush, que trabalhou como bibliotecária, também já expressou interesse em escrever um livro e tem a vantagem de ser popular.

    Gary Morris, da Agência Literária David Black, disse que o interesse por Laura Bush está ligado ao livro "American Wife", de Curtis Sittenfeld, uma versão ficcionada da sua vida.

    A governadora do Alasca deverá ser o prémio mais cobiçado, porque "há meia dúzia de editoras que disputariam um livro de Palin", disse Robert Weil, editor executivo da W.W. Norton. "Alguns agentes dizem que poderia receber sete milhões de dólares."

    "Todas as editoras e muitos agentes literários têm-na contactado", disse Jeff Kleinman, agente da Folio Literary Management.

    Muitos candidatos presidenciais escrevem livros antes de se candidatar - "A Audácia da Esperança", de Obama, foi um best-seller - e ex-presidentes recentes já lançaram livros com graus diferentes de sucesso.

    "A Minha Vida", de Bill Clinton, foi altamente lucrativo para a Alfred A. Knopf, chancela da editora Random House, em boa parte porque Clinton trabalhou incansavelmente na sua divulgação.

    Mas "An American Life", de Ronald Reagan, deu prejuízo à Pocket Books, uma divisão da Simon & Schuster, que faz parte da CBS Corporation.

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