EasyJet interessada na rota Lisboa-Funchal

EasyJet interessada na rota Lisboa-Funchal

 

Lusa / AO online   Economia   27 de Set de 2007, 16:40

A easyJet continua interessada na rota Lisboa-Funchal e está disposta a "esperar o tempo que for necessário" até a liberalização do espaço aéreo da Madeira estar concluída, disse quinta-feira fonte da companhia aérea de baixo-custo.
Segundo disse à Lusa fonte oficial do Ministério das Obras Públicas, o processo de liberalização da rota aérea Madeira-Continente, que o Governo anunciou que estaria concluído em Outubro, está "atrasado", devendo estar finalizado "até ao final de 2007".

No entanto, e apesar deste "atraso", a companhia aérea de baixo custo easyJet continua interessada nos voos para aquela região autónoma, motivo pelo qual vai "esperar o tempo que for necessário" até o processo de liberalização do espaço aéreo da Madeira estar concluído.

"O tempo que for necessário é o tempo que se espera", disse fonte da companhia aérea, adiantando que a easyJet está a analisar 15 aeroportos para começar a operar para o Funchal, sendo "o aeroporto da Portela uma das hipóteses" em estudo.

Já a partir de 29 de Outubro, a easyJet vai começar a operar duas rotas para o Funchal, à partida dos aeroportos de Stansted, em Londres, e de Bristol.

A 30 de Julho, no decurso da cerimónia de assinatura do contrato de concessão entre o Estado português e a SATA Air Açores para exploração dos serviços regulares nas rotas Funchal-Porto Santo e Porto Santo-Funchal, o secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, anunciou que a rota aérea Madeira - Continente estaria integralmente liberalizada a partir de Outubro.

Contudo, fonte oficial do Ministério tutelado por Mário Lino disse à Lusa que o processo está "atrasado", uma vez que está "dependente da Comissão Europeia".

"A liberalização do espaço aéreo da Madeira está agora na Direcção-Geral da Concorrência, em Bruxelas, que já aprovou uma parte do processo, faltando ainda aprovar uma segunda parte", explicou a mesma fonte, adiantando que deve estar concluído "até ao final deste ano".

As companhias aéreas TAP, SATA e Portugália asseguram os voos entre o Continente e a Madeira, recebendo do Estado um subsídio por cada passageiro residente na Madeira ou estudante que se desloque entre estes dois destinos.

Actualmente, as viagens dos madeirenses são subsidiadas pelo Governo em 40 por cento do valor do bilhete de avião, num máximo de 118 euros (ida e volta).

O novo modelo assenta na atribuição de um subsídio fixo de 60 euros de uma viagem ida e volta entre o Continente e a Madeira aos residentes e estudantes, cujo pagamento será feito posteriormente através dos CTT, pagando o passageiro ao operador o preço total da tarifa.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da TAP disse que a companhia aérea "acolheu com agrado" este novo modelo, afirmando que se trata de uma "alteração da metodologia" de atribuição dos subsídios que "não prejudica" a empresa e que torna o processo "mais transparente".

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