É "inadmissivel" que dezenas de professores não tenham entrado na Assembleia da República

É "inadmissivel" que dezenas de professores não tenham entrado na Assembleia da República

 

Lusa/AO Online   Nacional   5 de Dez de 2013, 16:38

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira, considerou esta quinta-feira "inadmissível" que dezenas de professores não tenham conseguido entrar nas galerias da Assembleia da República quando estas estavam incompletas.

 

“Vergonha, disse Mário Nogueira, quando saiu da Assembleia da República e chegou à rua junto dos restantes professores que não conseguiram entrar para assistir ao debate sobre a prova de conhecimentos.

Durante a concentração de docentes junto à Assembleia da República, os deputados Helena Pinto, do Bloco de Esquerda (BE), e Miguel Tiago, do PCP, juntaram-se aos manifestantes depois de saberem que houve dificuldades de acesso às galerias do parlamento.

A Assembleia da República foi hoje “cercada” por professores que querem ver anulada a prova de conhecimentos exigida a todos os docentes contratados que queiram dar aulas e tenham menos de cinco anos de serviço.

Os deputados parlamentares analisaram um pedido de apreciação do Decreto-Lei n.º 146/2013, que pretende enquadrar a imposição da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências (PACC), e duas petições pela anulação da prova, obrigatória para quem não tem vínculo à função pública.

Mário Nogueira adiantou que as galerias não foram preenchidas e que os polícias deixavam entrar “quatro pessoas de 15 em 15 minutos”.

O secretário-geral da Fenprof adiantou que os professores vão continuar a lutar pela anulação da prova de conhecimentos.

Mário Nogueira considerou a prova “uma humilhação a todos os professores tendo em conta que eles são habilitados para dar aulas”.

“Vamos até ao fim para anular a prova”, disse, acrescentando que a Fenprof mantém a greve para dia 18, dia da realização da prova de conhecimentos.

Várias centenas de professores concentraram-se hoje frente à Assembleia da República para exigir a anulação da prova.

“Crato rua, a escola não é tua” e “mais um empurrão e o Crato vai ao chão” foram as palavras de ordem mais ouvidas entre os manifestantes.

 



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