“É claro que esta questão nos preocupa, e é por isso que estamos em contacto com os nossos parceiros”, disse Volodymyr Zelensky, numa mensagem a um grupo de jornalistas, afirmando ainda não ter recebido “qualquer sinal” nesse sentido por parte dos europeus ou dos norte-americanos.
“Mas nós próprios compreendemos que uma guerra prolongada — caso se prolongue — e a intensidade das hostilidades afetarão a quantidade de defesa aérea disponível para nós”, acrescentou.
Zelensky adiantou esperar que uma nova reunião entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos possa ser realizada entre 05 e 08 de março, apesar da guerra no Médio Oriente.
“Devido aos combates em curso, não podemos confirmar hoje que a reunião terá lugar em Abu Dhabi, mas ninguém a cancelou. A reunião deverá realizar-se”, afirmou, acrescentando que a Turquia e a Suíça podem ser locais alternativos para as negociações.
No sábado, o Presidente ucraniano expressou, antes da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, o apoio a “uma operação contra o regime” do Irão, que responsabilizou pelo desaparecimento e assassínio de milhares de pessoas.
“Apoiaria uma operação contra o regime, não contra o povo. Essa é uma grande diferença”, disse Zelensky em entrevista à televisão Sky News.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O Irão já confirmou a morte do líder supremo do país, ‘ayatollah’ Ali Khamenei, e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, indicou a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano.
