Dormidas voltam a baixar, com turismo nacional em queda

Em outubro, registaram-se 370,7 mil dormidas na Região, uma descida homóloga de 2%. Turista nacional continua em queda acelerada: menos 7,7% que em outubro passado, segundo dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores.




As dormidas nos Açores voltaram a descer, pelo segundo mês consecutivo, com o mercado nacional a revelar evidentes sinais de quebra. Os dados de outubro, publicados ontem pelo Serviço Regional de Estatístca dos Açores (SREA), revelam que houve 307,7 mil dormidas no arquipélago, menos 2% do que no período homólogo.

Se os turistas estrangeiros não sofreram, praticamente, qualquer alteração (255 mil, variação homóloga de 0,8%), já o mercado nacional voltou a quebrar, pelo sétimo mês consecutivo, desta feita com números significativos: em outubro, 115 mil portugueses dormiram nos Açores, menos 7,7% do que há um ano.

Após 18 meses de crescimento contínuo, os dados de setembro e outubro colocam pressão sobre o setor que tem vindo a ser um dos motores da economia regional.

Dos dados divulgados pelo SREA, em outubro, verificou-se, igualmente, uma diminuição homóloga nos hóspedes (112 mil, -1,7%), com a estada média praticamente inalterada (3,28 noites, -0,4%).

Se se tiver em conta o total do ano até outubro, as dormidas  desde janeiro ultrapassaram os 4,1 milhões, mais 4,9% do que no período homólogo.

Em termos de mercados emissores, o estrangeiro é responsável por três quartos deste valor, com uma variação homóloga positiva (7,6%), mas também aqui o nacional apresenta números homólogos em baixa (-1,4%).

Já os hóspedes crescem 4,2% face aos dez primeiros meses de 2024 (1,2 milhões), e a estada média permanece praticamente igual (3,35 noites, 0,7%).

“Considerando o conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, a hotelaria concentrou 56,0% da totalidade de dormidas (207,4 mil dormidas), seguindo-se o alojamento local com 39,3% (145,6 mil dormidas) e o turismo no espaço rural com 4,8% (17,7 mil dormidas)”, lê-se no documento do SREA, quanto à opção dos turistas em termos de dormidas.

Analisando agora o cenário ao nível das ilhas - tendo em conta, apenas, as dormidas em hotelaria e alojamento local, responsáveis por 95,2% do total no mês de outubro - o cenário de quebra estende-se a praticamente todo o arquipélago, exceto Pico (1,1%), Santa Maria (11,2%) e Corvo (18,6%). Nas restantes, reduções que vão desde os 7,6% (Graciosa) e 6,2% (São Jorge) até aos 1,9% (São Miguel).

Se a análise compreender os dez primeiros meses do ano, em comparação com o período homólogo de 2024, apena Santa Maria (1%) e Graciosa (3,7%) estão com números inferiores em 2025, com seis ilhas acima dos 4% (São Miguel, com 4,7%, Faial, 5%, Flores, 5,8%, São Jorge, 7,8%, Pico, 9,7%, e Corvo, 12%). Apenas a Terceira apresenta um crescimento anémico de 1,5%.

O SREA revela que, em outubro passado, as ilhas mais dependentes do mercado nacional são a Graciosa (78,4%), Santa Maria (61,1%) e Corvo e Terceira (53,3%).

Em sentido contrário, e com valores abaixo da média regional (32%), estão São Miguel (25,9%), Flores (29,4%) e Pico (30,1%).

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Em outubro, registaram-se 370,7 mil dormidas na Região, uma descida homóloga de 2%. Turista nacional continua em queda acelerada: menos 7,7% que em outubro passado, segundo dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores.