Dois mortos em explosão nas Filipinas

Dois mortos em explosão nas Filipinas

 

Lusa / AO online   Internacional   13 de Nov de 2007, 17:32

Duas pessoas, entre as quais um deputado, foram mortas e pelo menos dez ficaram feridas na explosão de uma bomba no edifício da Câmara dos Representantes filipina em Manila, anunciaram fontes hospitalares e a rádio.
A morte do parlamentar Wahab Akbar, anunciada por um elemento da sua equipa na estação de rádio DZMM, foi confirmada pelo hospital.
"O membro do congresso Akbar está morto", declarou um seu colaborador que o acompanhou ao hospital.
As forças de segurança foram colocadas em estado de alerta reforçado e instalaram postos de controlo à volta de Manila.
A Presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, ordenou a abertura de um inquério policial ao atentado. A chefe de Estado ordenou ao chefe da polícia nacional Avelino Razon para "supervisionar pessoalmente o inquérito", declarou o seu porta-voz Ignacio Bunye aos jornalistas.
Um engenho explosivo potente deflagrou pouco depois das 20:00 locais (12:00 em Lisboa), após o fim da sessão parlamentar e destruiu uma parte da ala sul do edifício.
O motorista de um parlamentar, sentado numa camioneta estacionada perto do edifício quando se deu a explosão, foi morto, declarou o chefe da polícia de Manila, Geary Barias. A explosão projectou pedaços de betão no parque de estacionamento.
"Uma bomba explodiu na ala sul do complexo Batasan", declarou à rádio local Jose de Venecia, o presidente do parlamento, que deixou o edifício dez minutos antes da explosão.
Wahab Akbar, que no passado recebeu ameaças de morte, era um eleito das ilhas Basilan, onde as forças de segurança lutam contra o grupo extremista Abu Sayyaf, ligado à rede terrorista da Al-Qaida.
"Não tínhamos recebido nenhum alerta dos serviços de informações" sobre um eventual atentado, declarou Geary Barias.
"Estamos a tentar descobrir de onde veio a explosão", disse, adiantando que o edifício foi inspeccionado para averiguar se existiam mais engenhos explosivos no local.
O acesso ao edifício foi proibido pela polícia.
"Foi uma explosão enorme", contou o parlamentar Joel Villanueva, precisando que menos de 50 eleitos da Câmara dos Representantes - num total de 275 - estavam no edifício no momento do atentado.
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