Aviação

Dois aviões retidos na Base das Lajes depois de embates de aves

 Dois aviões retidos na Base das Lajes depois de embates de aves

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Set de 2011, 15:46

Dois aviões, um da TAP e outro da SATA, estão esta terça-feira retidos na Base das Lajes devido a embates de aves após a descolagem, revelaram fontes das companhias aéreas.
O avião da TAP, contra o qual embateu uma ave, deveria fazer hoje a ligação entre a Terceira e Lisboa.

“Os danos são de alguma gravidade e obrigam à deslocação de sete técnicos da companhia para reparar a aeronave, que deveria ter partido às 10:35 (11:35 de Lisboa), mas agora ainda não tem hora de partida”, adiantou a mesma fonte, referindo-se ao voo 1822.

Este “é o terceiro acidente do mesmo género em três dias, uma vez que, com embates mais ligeiros, foram afectados os voos 1826 do passado dia 04 e 1828 do dia 05”.

“Estamos preocupados com a situação, com os custos de reparação e do atendimento aos passageiros retidos”, disse a mesma fonte das relações públicas da TAP.

A TAP lamenta que “o aeroporto das Lajes ainda não possua qualquer restaurante, o que obriga à deslocação dos passageiros para Angra do Heroísmo”, cidade a 28 quilómetros do aeroporto.

Também hoje um voo da companhia açoriana SATA-Internacional foi “atingido por um embate de ave” no mesmo local, obrigando a reparações no avião, que só deverá partir cerca das 23:00 (00:00 em Lisboa) com destino aos EUA, disse à Lusa José Gamboa, das relações públicas da companhia.

“Ainda não estão feitas as estimativas dos estragos, excepto os custos com a retenção de 218 passageiros do voo”, disse José Gamboa.

Contactado pela Lusa, o comando militar português da Base das Lajes “confirma as situações”, adiantando que “se está a proceder à análise de apuramento das causas” dos incidentes.

“Não temos já memória de quando foi a última vez que aconteceu uma situação semelhante, o que assegura que são situações raras e pontuais”, acrescentou o porta-voz da Força Aérea Portuguesa.

O mesmo representante adiantou que “o grupo de proteção a acidentes já está a estudar o assunto”, mas o mais provável “é dever-se a um aumento do número de aves migratórias que se estão a agrupar neste local”.

“Contudo, as situações de segurança para as aeronaves não estão em causa”, assegurou.

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