Educação

Docentes sem avaliação não progridem na carreira

Docentes sem avaliação não progridem na carreira

 

Lusa/AOonline   Nacional   31 de Out de 2008, 11:29

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, advertiu que os professores que não se submeterem ao processo de avaliação “não reunirão condições para progredir na carreira, como qualquer funcionário público”.
A ministra, que falava aos jornalistas à margem do 2º Encontro de Educação de Anadia, disse que não há escolas a rejeitar a avaliação, mas sim alguns professores, e que a maioria dos estabelecimentos de ensino e dos docentes está a fazer um esforço, no quadro da autonomia das escolas, para implantar o sistema de avaliação.

    “Há professores que não querem ser avaliados e já o sabemos há muito tempo, mas o país não entenderá que os professores sejam uma classe à parte, pelo que terão de estar sujeitos a regras de avaliação como os outros profissionais”, comentou.

    Questionada sobre as consequências para aqueles que não aceitarem ser submetidos ao modelo de avaliação, Maria de Lurdes Rodrigues foi peremptória: “A consequência imediata é que, não sendo avaliado, o professor não reúne as condições para progredir na carreira, como qualquer funcionário público”.

    A ministra sublinhou que as escolas públicas “estão a ter mais alunos e melhores resultados”, de acordo com a avaliação feita pelo Ministério a 300 escolas, que revela as várias dinâmicas, para além dos exames.

    Maria de Lurdes Rodrigues criticou os “rankings” das escolas feitos com base nos resultados dos exames, dizendo mesmo que “há interesse em desvalorizar o trabalho da escola pública, porque esses rankings promovem a comparação entre o que não é comparável, numa atitude pouco séria de exaltação dos colégios privados”.

    “Misturam escolas que levam dez alunos a exame e que os escolhem com escolas públicas que levam a exame mais de mil alunos, e reduzir a avaliação de uma escola à nota média dos exames é insuficiente”, criticou.

    Quanto à possibilidade de acabar com reprovações no ensino público básico, a ministra afirmou que não teve qualquer iniciativa nesse sentido, havendo apenas um parecer do Conselho Nacional de Educação que ainda não conhece e sobre o qual, a seu tempo, se irá pronunciar.

    Já quanto a casos que têm sido relatados em alguns meios de comunicação social, de alunos que reprovam por faltas dadas por motivo de doença, Maria de Lurdes Rodrigues disse que “têm de ser corrigidas as situações anómalas e excessivas”, mas devolveu o problema às escolas.

    “O Estatuto do Aluno é uma lei geral e é importante que, na sua transposição para os regulamentos das escolas, se encontrem soluções equilibradas, ouvindo os pais e os próprios alunos se já tiverem idade para se pronunciar. Uma criança doente tem de ter, por parte da escola, a consideração da sua situação”, concluiu.

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