Açoriano Oriental
Discussão sobre estatuto de desgaste rápido para tripulantes tem "resultados nulos"

O presidente do sindicato do pessoal de voo garantiu que não existem motivos para os tripulantes de cabine não terem o estatuto de profissão de desgaste rápido, vincando que esta discussão tem já uma década e “resultados nulos”.

Discussão sobre estatuto de desgaste rápido para tripulantes tem "resultados nulos"

Autor: Pedro Emídio/Lusa

“Cabe ao poder político uma tomada de decisão no que diz respeito à nossa profissão […], que tem situações que a tornam muito específica, nomeadamente, as ausências de casa e o ambiente de trabalho, que é num meio fechado”, notou o presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Henrique Louro Martins, em entrevista à Lusa.

Assim, e tendo em conta os vários estudos elaborados pela estrutura sindical, não existem fundamentos para que os tripulantes de cabine não tenham acesso ao estatuto de profissão de desgaste rápido, defendeu.

Porém, conforme sublinhou este responsável, esta é uma matéria com “cerca de uma década” e as petições “vão-se sucedendo e os resultados têm sido nulos, apesar do empenho reconhecido da classe e das sucessivas direções” do SNPVAC.

Em 11 de junho, o sindicato, então dirigido por Luciana Passo e Bruno Fialho, foi ouvido na Assembleia da República a propósito de uma petição para o reconhecimento da profissão, que reuniu 13 mil assinaturas, tendo ficado estipulado que a Comissão de Trabalho e Segurança Social tinha 20 dias para dar parecer sobre o pedido de estatuto.

Hoje Henrique Louro Martins disse à Lusa que o pedido “vai ser apreciado para discussão” no parlamento e, até lá, o assunto está “no segredo dos deuses”.

Reunimos “várias centenas de assinaturas, mas isto não quer dizer que depois a parte política dê o passo que estamos à espera”, lamentou o dirigente sindical, admitindo que os trabalhadores e a estrutura continuam a manter a esperança de que “a situação seja corrigida”.

No final de novembro, a lista encabeçada pelo também tripulante da TAP venceu as eleições para a direção do SNPVAC, depois dos anteriores dirigentes terem sido destituídos.

De acordo com um documento a que a Lusa teve acesso, na altura, a lista A, de Louro Martins, reuniu 842 votos, mais 93 do que a Lista B (749 votos), liderada pelo também tripulante da TAP João Oliveira.

Em 27 de setembro, a direção do SNPVAC, encabeçada por Luciana Passo e Bruno Fialho, foi destituída em assembleia-geral.

“O sim [à destituição] venceu por 14 votos”, avançou à agência Lusa a até então presidente do SNPVAC, Luciana Passo, referindo que na votação houve “cerca de 40 abstenções” numa reunião que contou com 480 presenças.

A reunião extraordinária foi pedida por um grupo de cerca de 200 pessoas, desagradadas com a direção do SNPVAC.


 
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