Dignidade para quem trabalha é "imperativo ético"

Dignidade para quem trabalha é "imperativo ético"

 

Lusa / AO online   Nacional   31 de Out de 2007, 22:13

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu quarta-feira que é "um imperativo ético" que quem participa em processos de geração de riqueza tenha acesso a níveis aceitáveis de dignidade e disse que a Europa tem uma responsabilidade a que não pode fugir.
José Sócrates, que falava na abertura do Fórum da OIT sobre "Trabalho Digno para uma globalização justa", considerou que, nas actuais condições mundiais, são urgentes mecanismos de regulação da globalização e compromissos concretos em torno dos patamares básicos de cidadania a que cada ser humano tem de ter acesso.
"Enquanto Presidência em exercício da UE, quero sublinhar que a agenda de um trabalho digno não é uma lição de uns para outros, é um compromisso partilhado, que tem de ser lido consoante o contexto em que nos encontramos", disse.
Reconheceu que a UE tem, nesta matéria, "uma responsabilidade interna e externa a que não pode fugir: lutar pela melhoria dos standards sociais".
O primeiro-ministro justificou que faz parte da matriz histórica da UE a conciliação, a procura de interacções positivas entre o crescimento económico e a coesão social.
Para Sócrates são estas as questões que estão em discussão no Forum da OIT "e que tem uma conclusão antecipada: o trabalho, se for digno, é o melhor, mais poderoso e mais sustentável garante de avanços económicos e da integração social das pessoas à escala global".
"Vejo, por isso, na agenda do trabalho digno o potencial mobilizador e integrador que a Agenda de Lisboa tem tido para a Europa", disse.
José Sócrates afirmou ainda que aposta no trabalho digno como estratégia partilhada por todos a nível mundial, colocando o emprego e a dignidade como base fundamental de estratégias de desenvolvimento promotoras do crescimento sustentável e de patamares aceitáveis de coesão.
O governante reconheceu que a ligação entre o trabalho digno e as questões da globalização é essencial e agradeceu à OIT por ter lançado a agenda do trabalho digno e por a ter sabido aprofundar e sustentar ao longo dos anos.
O Fórum decorre em Lisboa até sexta-feira e conta com o apoio da presidência portuguesa da UE.
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