China

Detidos seis activistas que organizaram protesto pro-Tibete


 

Lusa/AO online   Internacional   20 de Ago de 2008, 12:18

As autoridades chinesas prenderam em Pequim seis activistas norte-americanos que se manifestaram a favor da independência do Tibete, entre eles o popular autor de um blog, Brian Conley, informou em comunicado a organização a que pertencem os estrangeiros.
    Segundo a organização Estudantes por um Tibete Livre, o paradeiro de Conley, 28 anos, de Jeffrey Rae, Jeff Goldin, Michael Liss e Tom Grant é neste momento desconhecido.

    O grupo pro-Tibete já tinha divulgado a detenção do artista James Powderly, que estava a planear um protesto que incluía a apresentação da mensagem “Tibete Livre” mediante a utilização de um raio laser.

    A Estudantes por um Tibete Livre organizou sete acções pacíficas de protesto durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em que pequenos grupos de activistas exibiram cartazes a favor da liberdade no Tibete, alguns dos quais foram colocados nas proximidades dos estádios olímpicos.

    Como consequência destas manifestações, o governo chinês já prendeu 43 pessoas que pertencem à organização acusadas de participarem em acções consideradas uma intromissão estrangeira nos assuntos internos do país.

    Um total de 37 estrangeiros foram deportados e os seis activistas presos hoje deverão ser expulsos do país nas próximas horas.

    Outra organização norte-americana, a Equipa para a Fundação de um Outro Espaço (em inglês, Other Space Foundation Team), assegurou hoje em comunicado que um atleta olímpico, o levantador de pesos polaco Szymon Kolecky, rapou o cabelo depois de receber a medalha de prata, "em solidariedade com os monges tibetanos".

    As acções pro-Tibete multiplicaram-se em todo o mundo desde Março, quando protestos violentos anti-China eclodiram em Lassa, capital tibetana, e depois se espalharam às províncias chinesas vizinhas.

    Segundo as autoridades chinesas, 19 pessoas morreram nos tumultos, mas o governo tibetano no exílio garante que mais de 200 mortos resultaram da repressão levada a cabo pelas autoridades chinesas para deter os protestos.

    O encerramento do Tibete à imprensa estrangeira, que dura há anos, impediu até agora apurar qual das versões é válida.

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