Desemprego de longa duração supera os 60% do total


 

Lusa/AO online   Economia   8 de Out de 2013, 17:55

O Banco de Portugal alertou esta terça-feira que as condições do mercado de trabalho "continuaram a deteriorar-se" na primeira metade de 2013, sendo os desempregados de longa duração um dos grupos mais afetados, superando os 60% do desemprego total.

 

"O crescimento expressivo do desemprego de longa duração é um dos elementos mais preocupantes da evolução recente do mercado de trabalho português", lê-se no Boletim Económico de Outono hoje divulgado pela instituição liderada por Carlos Costa que indica que o desemprego de longa duração corresponde a 60,3% do desemprego total.

No documento, o banco central dá conta de "uma queda significativa do emprego e [de] um aumento da taxa de desemprego" nos primeiros seis meses do ano, uma evolução que é acompanhada por uma "descida significativa da população ativa e uma redução da população residente", uma situação que é mais visível entre a população mais jovens, com mais qualificações e maior mobilidade.

A taxa de desemprego no primeiro semestre do ano ficou nos 17,1% da população ativa, uma percentagem que dispara para os 24,6% na faixa entre os 15 e os 34 anos.

O banco central alerta ainda para o aumento do número de inativos desencorajados (pessoas que não procuram ativamente emprego, mas que estão disponíveis para trabalhar), considerando que este é um indicador adicional do agravamento das condições do mercado de trabalho.

Entre janeiro e junho de 2013, "estes inativos na margem, cujo grau de proximidade ao mercado de trabalho é equivalente ao dos desempregados, representaram 4,9% da população ativa", uma proporção que no mesmo período de 2012 era de 4,6%.



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