DECO detecta duas marcas de azeite falsificadas

DECO detecta duas marcas de azeite falsificadas

 

Lusa / AO online   Nacional   25 de Set de 2007, 10:04

A DECO analisou 19 marcas de azeite virgem extra e encontrou duas amostras falsificadas, com azeite refinado, tendo encaminhado o caso para a Autoridade de Segurança Económica e Alimentar (ASAE), que pode iniciar a abertura de processos crime.
Insular Clássico e UP - Uni. Preço Clássico são as marcas que a associação de defesa dos consumidores (DECO) concluiu estarem adulteradas, resultando de uma mistura de azeite refinado e virgem, embora seja vendido como virgem extra (bastante mais caro do que o refinado).

"Intolerável e ilegal" é como a DECO classifica a falsificação do azeite, detectada nos testes cujos resultados são publicados na edição de Outubro da revista Proteste.

"Para verificar se a situação se mantinha, as análises foram repetidas em lotes das mesmas marcas. Mais uma vez, os valores estavam acima do permitido, o que não deixa dúvidas quanto à presença de azeite refinado", afirma a DECO naquela publicação.

Fonte da ASAE, em declarações à agência Lusa, adiantou que está agora a preparar a recolha de amostras das duas marcas de azeite para poder, nos seus laboratórios de Lisboa, confirmar os resultados obtidos pelos técnicos da DECO.

"Se as análises revelarem que se confirma a denúncia da DECO, será apreendido todo o azeite em causa", adiantou Manuel Laje, porta-voz da ASAE.

Os produtores das duas marcas de azeite poderão vir a ser acusados do crime de falsificação, sujeitando-se a uma pena de prisão entre três meses e três anos e ao pagamento de uma multa correspondente a 100 dias de prisão.

O estudo ao azeite foi também efectuado, ao mesmo tempo, por associações de consumidores congéneres da DECO em outros três países da União Europeia.

Na Bélgica, Espanha e Itália detectaram-se também marcas com problemas de falsificação.

Quanto ao restante azeite analisado em Portugal, a DECO diz que estava, em geral, bem conservado e que a análise a benzopirenos - contaminadores ambientais provenientes do fumo dos motores, das fábricas ou de incineradoras, não revelou "nenhum problema".

Também foi analisada a presença de ftalatos - substâncias utilizadas no fabrico de plástico flexível e encontradas no ambiente -, uma presença que a DECO considera "indesejável" mas que "não suscita preocupações nem põe em risco a saúde pública".

Das restantes marcas de azeite testadas, a Cristal Clássico conseguiu o melhor resultado no teste e a Chaparro Clássico - vendida no Lidl - foi considerada a escolha acertada (relação preço/qualidade).
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