Substituição de contadores de electricidade

DECO defende que custos dos contadores novos deve ser suportado pelos operadores


 

Lusa/AO online   Economia   6 de Dez de 2007, 12:03

A DECO - Associação de Defesa do Consumidor defendeu esta quinta-feira que devem ser os operadores, neste caso a EDP, a suportar os custos de substituição dos actuais contadores de electricidade, tal como vai acontecer em Espanha.
     A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs ao Governo que seja o consumidor a suportar o custo da substituição dos actuais contadores de electricidade por contadores com telecontagem.

    Em declarações à agência Lusa, Luís Pisco, da DECO, afirmou que as alterações dos contadores são uma antecipação do Mercado Ibérico e Electricidade (MIBEL), pelo que “não faz sentido” que em Portugal sejam os consumidores a pagar, enquanto que em Espanha o Governo deu indicações para que o custo fosse suportado pelos operadores.

    “Não faz sentido que se permita que a empresa [EDP], que vai concorrer no mercado espanhol,” tenha condições diferentes dos operadores espanhóis, disse Luís Pisco.

    O responsável da DECO sustenta que a alteração dos contadores traz “ganhos óbvios para as empresas”, nomeadamente ao nível dos recursos humanos e da facturação.

    Os contadores com telecontagem comunicam à distância a leitura de cada cliente.

    Luís Pisco adiantou ainda que os contadores são da EDP, pelo que o que se pretende é incutir um custo aos consumidores que é da empresa.

    Do lado dos consumidores, a DECO refere que os benefícios passam pelo facto de o cliente poder controlar o consumo e pelo pagamento efectivo do que consumiu num mês, ao contrário das actuais estimativas.

    No entanto, Luís Pisco salienta que este tipo de benefícios não está completamente avaliado, visto não ser possível saber qual o benefício económico para os consumidores.

    Relativamente à microgeração (produção de electricidade a partir de casa do consumidor), Luís Pisco considera que esta possibilidade irá abranger, numa primeira fase, uma pequena percentagem de consumidores.

    Isto porque o investimento em equipamentos de produção de electricidade, como por exemplo, painéis fotovoltaicos e mini-eólicas, são elevados.

    A substituição dos actuais contadores de electricidade por contadores com telecontagem vai custar 1.014 milhões de euros, 169 euros por contador, e gerar benefícios de 1.164 milhões de euros, segundo a proposta apresentada pela ERSE ao Governo.

    A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) estima que este custo, calculado a 20 anos, se vai traduzir num agravamento da factura mensal em 3 por cento para um consumidor doméstico médio em Portugal Continental.

    A ERSE propôs ao Governo que os contadores sejam substituídos por um período de 6 anos, entre 2010 e 2015.

    De acordo com os seus cálculos, isso vai implicar um acréscimo na factura para um consumidor doméstico médio de 9,2 cêntimos por mês nos anos mais significativos, ou seja, entre 2015 e 2019.

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