Crise pode aumentar delinquência juvenil

Crise pode aumentar delinquência juvenil

 

LUSA/AOnline   Nacional   21 de Dez de 2012, 18:49

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, assumiu hoje que a crise em Portugal pode aumentar a delinquência juvenil, mas assegurou que o Estado está preparado para acolher os menores nessa situação e encontrar uma solução.

"Claro que é um número que pode aumentar, (...) mas arranjaremos sempre uma solução para essas situações", afirmou aos jornalistas, ao ser questionada sobre o impacto da crise económica e social no possível aumento de jovens internados nos centros educativos, valências vocacionadas para a reabilitação de menores que cometeram crimes.

Paula Teixeira da Cruz falava no final de uma visita ao Centro Educativo Navarro de Paiva, em Lisboa, onde estão internados 40 jovens, entre os 14 e os 18 anos, a maioria pela prática de roubos.

Para a ministra, foi "reconfortante" ouvir que os jovens "sairão melhor do que entraram", com "uma imensa vontade e capacidade de começar de novo".

A titular da pasta da Justiça disse, sem adiantar mais pormenores, que um plano nacional de reabilitação de jovens delinquentes está a ser preparado.

Ao chegar ao Centro Educativo Navarro de Paiva, a ministra foi recebida por um casal de jovens, que lhe entregou um ramo de flores e um cesto com algumas figuras de presépio.

Durante a visita, transmitiu palavras de estímulo aos jovens, lembrando-lhes que "os erros dão uma oportunidade", e, a um grupo deles, todos rapazes do curso de Informática, recomendou a leitura de "O Conde de Monte Cristo", de Alexandre Dumas, como exemplo de uma história de coragem e determinação.

Na hora do lanche, e antes da partida, Paula Teixeira da Cruz deixou-se embalar por um cântico de Natal entoado pelos jovens e monitores do centro educativo.

Em Portugal existem oito centros educativos.

Em dezembro desde ano, estavam internados 261 jovens, menos 13 face ao período homólogo do ano passado, revelam os dados mais atualizados do Ministério da Justiça.

De acordo com as estatísticas, cerca de 77 por cento dos jovens internados nos centros educativos tinham, em dezembro deste ano, 16 ou mais anos.

Os crimes mais praticados pelos jovens foram roubos e furtos, ofensa à integridade física grave e violação.

Nos centros educativos, os jovens, em regime aberto, semiaberto ou fechado, frequentam programas de reeducação e cursos de formação, com certificação escolar e profissional.


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