Cancro

Coordenação nacional quer maior qualidade dos registos oncológicos


 

Lusa/AOonline   Nacional   23 de Out de 2008, 15:37

O coordenador nacional para as Doenças Oncológicas defendeu uma maior qualidade na informação dos registos oncológicos, considerando tratarem-se de "uma ferramenta fundamental".
"Precisamos de registos de qualidade, que sejam fiáveis e que permitam avaliar se há ganhos ou não com aquilo que é posto no terreno", afirmou, em declarações à Lusa, Pedro Pimentel.

    O coordenador, que falava no âmbito do VI congresso Português de Epidemiologia, a decorrer no Porto, afirmou que a Coordenação Nacional "está a investir fortemente" no sentido de melhorar os registos.

    "Estamos a procurar dinamizar os registos regionais, bem como a procurar reuni-los periodicamente para que, entre eles, seja possível encontrar estratégias mais eficazes", sublinhou.

    Pedro Pimentel admitiu que a duplicação de dados é um dos problemas invocados na qualidade dos registos.

    Segundo referiu, os institutos portugueses de Oncologia de Lisboa, Porto e Coimbra, assim como os hospitais que tratam doentes oncológicos, têm a obrigação de efectuar o registo de novos casos, mas também o registo do acompanhamento de cada caso (follow-up).

    A propósito dos registos oncológicos, hoje em discussão no congresso, Ana Miranda, directora do serviço Registo Oncológico Regional do Sul (ROR-Sul), afirmou que a aplicação de novas metodologias permite identificar mais de 18 mil casos de cancro no ano naquela região.

    "A população beneficia destas novas metodologias porque a informação sobre cada caso circula entre as diferentes instituições de saúde", sublinhou a responsável.

    Ana Miranda adiantou que o médico que recebe o doente em qualquer hospital ou centro de saúde tem a informação actualizada sobre o diagnóstico e o tratamento efectuado até ao momento.

    O ROR-Sul cobre uma área populacional de 4,3 milhões de habitantes, sendo os casos notificados pelos hospitais e centros de saúde da rede nacional de toda a região Sul.

    AS novas metodologias permitiram a criação de um registo com integração de informação contida noutras bases de dados do Sistema Nacional de Saúde.

    O ROR-Sul recolhe, processa e trata a informação sobre os casos de tumores malignos, que ocorrem na população abrangida.

    A equipa integra médicos e outros profissionais de saúde das diferentes instituições e tem a sua estrutura central no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.

    Todas as instituições de saúde encontram-se ligadas em rede à estrutura central.

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