O bloqueio desta via navegável estratégica - por onde habitualmente passa quase 20% do fornecimento mundial de petróleo - abalou os mercados internacionais desde o início da guerra no Irão, a 28 de fevereiro, e deu à República Islâmica uma importante alavanca geopolítica.
Os Estados Unidos mantêm um bloqueio próprio aos portos iranianos, apesar do frágil cessar-fogo entrado em vigor a 08 de abril.
“O nosso controlo do estreito de Ormuz vai gerar benefícios económicos significativos para o nosso país — potencialmente até duplicando as nossas receitas petrolíferas — e reforçar a nossa influência no panorama internacional”, declarou um porta-voz das Forças Armadas iranianas, Mohammad Akraminia, de acordo com a agência de notícias oficial ISNA.
O porta-voz acrescentou que a parte ocidental do estreito é controlada pelas forças navais da Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, e a parte oriental está a ser supervisionada pela Marinha iraniana.
Este controlo iraniano continua a ser um dos principais pontos de atrito nas negociações para pôr fim à guerra com os Estados Unidos, que até agora não conseguiram obter um avanço.
O presidente da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, afirmou que esta tinha finalizado um plano de gestão para a via navegável.
O Irão “pretende utilizar esta posição estratégica como alavanca de poder, através da gestão estratégica do estreito de Ormuz”, afirmou, citado pela televisão estatal.
O vice-presidente do parlamento iraniano, Hamidreza Hajibabaei, anunciou a 23 de abril que Teerão tinha recebido as primeiras receitas de portagens no estreito de Ormuz.
