Assuntos poderão ser tratados pela Internet

Consulados virtuais disponíveis a partir de Outubro

Consulados virtuais disponíveis a partir de Outubro

 

Lusa / AO online   Nacional   27 de Set de 2007, 15:57

O secretário de Estado das Comunidades, António Braga, anunciou que os "consulados virtuais" vão estar operacionais a partir do fim de Outubro, permitindo o tratamento da maior parte dos assuntos pela Internet, incluindo obtenção de vistos.

No final de uma visita à ilha de Santiago, Cabo Verde, o membro do governo explicou que o portal está quase pronto e que apenas falta acertar as questões de pagamentos de serviços.

A partir de final de Outubro, acrescentou, qualquer cidadão que esteja inscrito em qualquer consulado de Portugal no mundo poderá ter acesso a certidões e outros documentos através de uma página da Internet, sendo até possível, sem sair de casa, tratar de um visto.

"Os próprios vistos poderão ser preenchidos on-line e depois enviados por correio, para as pessoas", disse António Braga, salientando que há uma grande economia de tempo, já que poderão acabar as grandes filas de pessoas às portas dos consulados, como hoje se verifica em alguns países.

Salientando que ainda assim há documentos que exigem a presença das pessoas, o secretário de Estado garantiu que com a abertura dos "consulados virtuais" haverá "um ganho extraordinário de tempo e de qualidade de serviços".

O secretário de Estado havia garantido que, no âmbito da reestruturação consular, não seria encerrado nenhum consulado, sem estarem criadas estruturas para os substituir, entre as quais o consulado virtual.

No âmbito da visita a Cabo Verde o secretário de Estado apresentou também o projecto às autoridades nacionais, propondo-lhes colaboração caso o governo do arquipélago pretenda, igualmente, criar a sua própria rede de consulados virtuais.

No último de três dias de visita a Santiago, António Braga reuniu-se com a ministra-adjunta do primeiro-ministro, Sara Lopes, e com a ministra da Educação, Filomena Martins.

Com os responsáveis do governo de Cabo Verde, o secretário de Estado discutiu o ensino da língua portuguesa junto das comunidades de emigrantes dos dois países, nomeadamente facilitando às comunidades cabo-verdianas espalhadas pelo mundo o acesso ao projecto "Escola Virtual" (ensino à distância, através da Internet, certificado por duas Universidades).

Foi nesse sentido que os dois governos assinaram quarta-feira um protocolo, mediante o qual Portugal se compromete a "colaborar na implantação do projecto de ´Escola Virtual das Comunidades Cabo-verdianas´, visando a divulgação da língua portuguesa no mundo".

Quinta-feira, após o encontro, a ministra da Educação garantiu que é preocupação do governo de Cabo Verde que a comunidade emigrada tenha acesso ao conhecimento da língua portuguesa e ao "aprimorar o domínio" dessa mesma língua.

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