De acordo com o regulamento aprovado, as candidaturas a presidente do PSD têm de ser entregues até 18 de maio e podem votar nas eleições diretas todos os militantes ativos, ou seja, que tenham uma quota paga nos últimos dois anos.
Tal como preveem os mais recentes estatutos do partido, deixa de ser obrigatório ter a quota em dia para se eleger o presidente do partido, sendo apenas necessário ser militante ativo (ter uma quota paga nos últimos dois anos), tendo o caderno eleitoral já fechado a 30 de março.
O regulamento prevê ainda a possibilidade de realização de uma convenção pré-congresso se houver mais do que um candidato às eleições diretas, outra alteração estatutária ratificada na última reunião magna.
As candidaturas à liderança do partido têm de ser apresentadas até 18 de maio, ser subscritas por um mínimo de 1.500 militantes com capacidade eleitoral, e acompanhadas de uma proposta de estratégia global, bem como de um orçamento de campanha.
"No caso de serem apresentadas mais de uma candidatura à presidência do partido haverá uma Convenção Nacional, a realizar no dia 23 de maio de 2026, pelas 15 horas, em Lisboa, em local a designar para o efeito", refere o regulamento.
Já as propostas temáticas têm de ser entregues até 15 de junho e podem ser subscritas pela direção do PSD, pela Juventude Social-Democrata, os Autarcas Sociais-Democratas, o secretariado dos Trabalhadores Sociais-Democratas, a delegação do PSD ao Parlamento Europeu, as Comissões Políticas Regionais, as Assembleias Distritais, por cinco Secções das Comunidades Portuguesas ou por 1.500 militantes.
No último Conselho Nacional, realizado a 04 de março, o presidente do PSD, Luís Montenegro, anunciou que iria propor a realização de diretas em maio, de forma a coincidirem com os quatro anos da sua primeira eleição, a 28 de maio de 2022.
Na ocasião, Montenegro recordou a data em que foi eleito presidente do PSD pela primeira vez e manifestou o desejo de que as eleições diretas pudessem regressar a este calendário, depois de em 2024 terem derrapado para depois do verão devido às eleições europeias.
O líder social-democrata desafiou então quem tivesse um "caminho diferente e alternativo" a apresentar-se, naquilo que foi interpretado como uma resposta ao ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, numa altura em que este fez uma série de intervenções críticas ao Governo.
Dois dias depois, Passos Coelho repetiu não ser "candidato a coisíssima nenhuma, dizendo que, se um dia o vier a ser, será apenas por um "imperativo de consciência".
