Açoriano Oriental
Conselho de Ilha de Santa Maria reitera preocupações com saúde e transportes

O Conselho de Ilha de Santa Maria volta esta segunda-feira a levar preocupações sobre a saúde, os transportes e o ordenamento territorial da zona do aeroporto a uma reunião com o Governo dos Açores.

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Foto: Susete Rodrigues
Autor: Lusa/AO online

Do memorando para a reunião marcada para hoje, ao final da tarde, no âmbito da visita estatutária do executivo à ilha, as áreas da saúde e dos transportes são, como já vem sendo habitual, as que mais questões levantam.

O aumento da comparticipação aos doentes deslocados, a conciliação de consultas para os pacientes da ilha que se deslocam a São Miguel, mais enfermeiros ou uma máquina de diagnóstico para a Unidade de Saúde de Ilha (USI) são algumas das reivindicações nesta área.

Ainda neste setor, os acessos à ilha são uma das preocupações, já que o “número reduzido de lugares nos voos da SATA para utentes da USI” leva “ao atraso de consultas” e “os constrangimentos globais nas acessibilidades aéreas obrigam a estadias prolongadas em São Miguel”.

Por isso, o órgão consultivo sugere “um incremento no número de voos entre as ilhas de São Miguel e Santa Maria, sobretudo no Inverno IATA” (sigla em inglês para Associação Internacional de Transporte Aéreo, que define anualmente o verão e o inverno do setor).

Nas acessibilidades, matéria que já tinha merecido um memorando específico do Conselho de Ilha, as propostas são reiteradas: mais voos e melhor “conectividade com as ilhas que apresentem ligações com o resto do mundo, com ênfase particular para a América do Norte e o continente português”.

Para o transporte marítimo, o Conselho considera “preferível a existência de uma operação regular marítima entre as ilhas de São Miguel e Santa Maria”, com datas de início e fim da operação fixas (e não condicionadas pela data das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, São Miguel), mas sugere que a programação “seja feita com antecedência, abrangendo um período nunca inferior a seis meses”.

O ordenamento territorial da zona do aeroporto volta a estar em cima da mesa, pedindo-se ao Governo Regional que crie “travões imediatos à anarquia urbanística” verificada na zona e que elimine “definitivamente a habitação em estruturas metálicas visivelmente degradadas e sem condições mínimas de salubridade”.

Além disso, questiona-se se o executivo prevê “criar habitações dignas para realojar as muitas famílias que ainda vivem” nessas habitações.

No memorando que prepara a última reunião do mandato entre o órgão consultivo mariense e o Governo Regional, o executivo é também questionado sobre o “ponto de situação” da instalação de um porto espacial na ilha e pede-se investimento na área do turismo.

Hoje é o primeiro de três dias de visita do executivo à ilha de Santa Maria.


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