Conselho de Ilha da Graciosa questiona executivo sobre ampliação e alargamento da pista do aeródromo

O Conselho de Ilha da Graciosa quer saber do Governo Regional o “ponto de situação” dos projetos de execução referentes à iluminação, ampliação e alargamento da pista do aeródromo e à marina da barra



Num memorando elaborado a propósito da visita estatutária que o executivo de coligação vai fazer na terça-feira e na quarta-feira à Graciosa, ao qual a agência Lusa teve acesso, o Conselho de Ilha pede à Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas um “ponto de situação das expropriações e projetos de execução referentes à iluminação, ampliação e alargamento da pista do Aeródromo da Graciosa”.

O Conselho de Ilha sensibiliza ainda o Governo açoriano para a necessidade da ampliação da zona de estacionamento público de viaturas na nova aerogare.

Também são solicitadas informações ao executivo regional liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro relativamente ao projeto da marina da barra, concretamente sobre a previsão da data de lançamento do concurso público, sobre o modelo de concessão/exploração previsto e a manutenção do pontão existente.

Os conselheiros questionam ainda a Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas sobre se existe previsão para a elaboração do projeto de execução e concurso para a “reabilitação urgente” das estradas regionais entre Santa Cruz e São Mateus e entre Santa Cruz e Guadalupe.

Outras questões passam pelo projeto de requalificação do Parque de Campismo do Carapacho, que inclui a criação de uma zona de lazer com piscinas de água termal, o reforço do molhe de proteção das piscinas naturais, o projeto da nova gare marítima de passageiros e o início das obras no porto comercial.

“Adequar o transporte marítimo interilhas de passageiros e viaturas à ilha Graciosa, que é insuficiente no caso do transporte de viaturas, assim como os preços praticados para passageiros, praticamente equivalentes ao transporte aéreo”, é outras das preocupações.

No memorando de 59 pontos, o órgão presidido por Ricardo Areia quer saber se a presidência do Governo Regional vai “apoiar a Câmara Municipal na resolução do problema do abastecimento de água à população”.

Na educação, o Conselho de Ilha quer saber qual é a previsão para a realização de obras de manutenção no edifício sede da Escola Básica e Secundária da Graciosa, uma vez que há “necessidade de uma urgente intervenção”, entre outros aspetos.

Já na saúde, os conselheiros pedem o reforço e a estabilização do quadro médico da Unidade de Saúde da Ilha, querem saber se está prevista a continuidade do plano de deslocações de médicos para prestar consultas de especialidade e perguntam sobre a conservação, manutenção e remodelação das instalações.

A Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática é questionada, entre outros pontos, sobre obras de proteção das falésias dos Fenais, Degredo, Santa Catarina, Carapacho (em frente à igreja) e necessidade de análise da falésia do Barro Vermelho e a recuperação do Centro de Processamento de Resíduos da ilha Graciosa, que em outubro de 2025 foi atingido por um incêndio.

O organismo quer também conhecer a situação dos processos de reconhecimento de produtos Indicação Geográfica Protegida (IGP) da meloa e do mel, aponta a possibilidade de ser criado um plano de ação para a instalação de pequenos pomares e vinha, incluindo a recuperação dos terrenos abandonados, e pede informações sobre a situação do projeto relativo à construção da lagoa artificial do Barreiro.

O Governo dos Açores vai iniciar na terça-feira uma visita estatutária de dois dias à ilha Graciosa.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos de cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia, um representante do Governo Regional (sem direito a voto) e vários membros das organizações sociais, ambientais, culturais e empresariais da ilha.

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