A Câmara Municipal de Ponta Delgada (CMPD) recebeu e está avaliar quase cinco mil candidaturas para as 102 novas habitações que estão a ser construídas no concelho, financiadas pelo programa 1.º Direito, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Refira-se que as cinco mil candidaturas não correspondem a cinco mil famílias, uma vez que a mesma família pode candidatar-se aos vários empreendimentos que a Câmara de Ponta Delgada está a construir, na esperança de que uma das candidaturas seja bem sucedida. Contudo, não deixa de ser um número muito elevado de candidaturas e revelador da carência habitacional que atualmente existe na ilha de São Miguel.
Um número que implica um processo de avaliação que a própria Câmara Municipal de Ponta Delgada reconhece, em resposta enviada às questões colocadas pelo Açoriano Oriental, como “exigente do ponto de vista técnico e administrativo”.
Refira-se que estão a ser construídas novas habitações nas freguesias dos Arrifes, Fajã de Baixo, São Sebastião, São José, Santa Clara e Ginetes.
“Trata-se de um conjunto de empreitadas de dimensão relevante, distribuídas por diferentes pontos do concelho, precisamente para assegurar uma resposta territorialmente equilibrada às necessidades habitacionais identificadas”, explica a Câmara Municipal de Ponta Delgada. A conclusão das empreitadas e a entrega das habitações ocorrerá “de forma faseada, à medida que cada empreendimento reúna as condições técnicas e legais para ser habitado”.
Ao Açoriano Oriental, a Câmara Municipal de Ponta Delgada salienta que “assumiu o reforço do parque habitacional do concelho como uma prioridade absoluta e estratégica, consciente de que a cidade de Ponta Delgada não é alheia às dificuldades que assolam a manutenção e acesso à habitação em todo o País”, pelo que o número de candidaturas às novas habitações “reflete esse mesmo quadro de défice habitacional na Região e no País”.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada refere ainda que o total de candidaturas às 102 novas habitações “deve ser analisado à luz da dimensão do próprio investimento e do elevado número de habitações que a Câmara Municipal está a construir”, num investimento de aproximadamente 19 milhões de euros, “o mais alto alguma vez realizado no setor da Habitação em Ponta Delgada”, pelo que, conclui a Câmara de Ponta Delgada, “um projeto desta dimensão, naturalmente, mobiliza um número expressivo de agregados familiares”.
