Clubes aprovam inclusão dos cantos no VAR e novo modelo para a Taça da Liga

Protocolo VAR passa a poder reverter decisões arbitrais relativas a pontapés de canto. Taça da Liga com novo formato a partir de 2027/2028



Os clubes da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) aprovaram a inclusão dos pontapés de canto no protocolo do videoárbitro (VAR), proposta pelo Sporting de Braga, que entra em vigor já na época 2026/2027, confirmou o organismo.

Em linha com a posição defendida pelo Conselho de Arbitragem e pelo International Football Association Board (IFAB), e à semelhança do que tem sido aplicado no Mundial2026, as sociedades desportivas da I e II Liga ratificaram um âmbito de recurso ao vídeo mais alargado, que permite reverter decisões arbitrais relativas a pontapés de canto.

Na Assembleia Geral extraordinária para apreciação, discussão e votação da proposta de alteração aos regulamentos das competições da LPFP, que se realizou na Arena Liga Portugal, no Porto, o AFS foi o único clube que não compareceu.

“Temos uma estrutura, um equipamento que custa uns milhões de euros. Aproveitar esse equipamento que já temos para conseguir maior transparência e verdade desportiva, que é uma preocupação de todos nós, é algo que só tem de nos deixar satisfeitos. Permite-nos melhorar aquilo que possa ser decidido menos bem e, ainda por cima, não aporta mais custos”, defendeu Reinaldo Teixeira, em declarações à comunicação social, após a votação.

Na reunião magna foi aprovado na generalidade um novo modelo competitivo para a Taça da Liga, que entrará em vigor na época 2027/2028, podendo sofrer alterações específicas consoante o número de emblemas portugueses nas competições europeias e equipas B no segundo escalão.

A prova inicia-se com uma fase de liga, em datas ainda por acordar, na qual participam 26 equipas, que disputarão dois jogos (um na condição de visitada e outro como visitante), com os quatro primeiros classificados a apurarem-se para um play-off, de onde sairão duas equipas.

Esses dois conjuntos juntam-se aos seis que disputam competições europeias na época 2027/2028 e têm apuramento direto para os quartos de final, fase em que as eliminatórias serão disputadas a uma única mão, jogando-se o acesso à “final four”, que manterá os atuais moldes.

“O que pretendemos foi democratizar a Taça da Liga, de modo que as sociedades desportivas que não jogam competições europeias tenham mais competição e as que estão na Europa não entrem em sobrecarga. Falámos antes da assembleia-geral com todas as sociedades desportivas e sentimos essa vontade e preocupação, que se traduziu em votos”, comentou Reinaldo Teixeira.

Durante a reunião magna, o Sporting de Braga manifestou o interesse em antecipar as eleições aos órgãos sociais da Liga, para que se realizem já este ano, antes de iniciarem as negociações para a comercialização dos direitos audiovisuais centralizados.

“Sugeriu o Sporting de Braga, secundado por muitas outras sociedades desportivas, tendo em conta que vamos iniciar o processo de centralização. Será importante que o mercado sinta que o interlocutor na negociação é o mesmo na implementação”, explicou o presidente, cujo primeiro mandato termina em 2027, garantindo que irá recandidatar-se, independentemente da data definida pela Mesa da Assembleia Geral.

Ainda antes de se discutirem as alterações aos regulamentos das competições, foi aprovado por larga maioria o Plano de Atividades e Orçamento da LPFP para a época 2026/27, que prevê rendimentos superiores a 34,8 milhões de euros (ME).

O documento prevê o crescimento dos rendimentos para mais de 34,8 milhões de euros (ME), o “valor mais elevado de sempre registado pela instituição”, com resultado operacional estimado de um ME, enquanto os gastos totais ascendem aos 22,6 ME.

Segundo o orçamento, as sociedades desportivas de I e II Liga irão receber uma distribuição recorde, que ultrapassa os 11 milhões de euros, um ‘bolo’ que contempla formas de repartição direta e indireta.  

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