Num requerimento ao parlamento açoriano, os deputados perguntaram se há algum calendário previsto para a entrada em vigor de uma operação de transporte aéreo regular de mercadorias e qual o modelo operacional e financeiro da operação.
Os parlamentares, citados em nota de imprensa, questionaram ainda qual o volume total de carga aérea transportada entre o continente e os Açores nos últimos cinco anos, e quantos pedidos de transporte de carga ficaram por satisfazer, por falta de capacidade disponível, nesse mesmo período.
“Está o Governo dos Açores disponível para integrar obrigações específicas de transporte de carga aérea no âmbito das obrigações de serviço público nas ligações entre o continente e os Açores?”, perguntaram os deputados regionais eleitos pelo Chega.
O partido pretende ainda apurar o custo estimado para “garantir uma solução estrutural e estável de transporte aéreo de mercadorias para a região”.
“Além dos constrangimentos estruturais causados pela falta de capacidade no transporte de carga aérea, há ainda outros constrangimentos pontuais que agravam a situação, como a falta de equipamento de raio-x em determinados aeroportos da região para escoamento de pescado fresco”, argumentaram os parlamentares.
Para o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, o transporte aéreo de mercadorias “é essencial para a economia regional”, sendo que, “da maneira que está, não pode continuar”.
“Os empresários queixam-se, a economia ressente-se, e é urgente encontrar uma solução que poderia ser um avião cargueiro”, frisou.
