Governo garante reforço de 10% às universidades dos Açores e Madeira

Os orçamentos das universidades da Madeira e dos Açores vão ter um reforço de 10% no ano letivo 2027-2028, indicou a secretária de Estado da Ciência e Inovação, sublinhando que o objetivo é atingir 30% de majoração



“Vamos cumprir o que foi já anunciado, vamos majorar a Universidade da Madeira e a Universidade dos Açores, uma vez que a insularidade acaba por ter desafios que justificam este reforço”, disse Helena Canhão.

A governante falava aos jornalistas no âmbito da sessão solene comemorativa do Dia da Universidade da Madeira (UMa), que decorreu no auditório da reitoria, no Funchal.

“Vamos fazer um aumento [do financiamento] progressivo, com uma majoração que, por ano, será de cerca de 10%, até atingir um valor que gostaríamos que chegasse aos 30%”, explicou, adiantando que a medida será inscrita no Orçamento do Estado para 2027, com efeito prático no ano letivo 2027-2028.

Já o reitor da Universidade da Madeira, Sílvio Fernandes, disse que a questão orçamental constitui o “problema básico” da instituição, mas considerou que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação está “sensibilizado” para a situação.

“Temos fé e acreditamos na resolução do problema”, afirmou, sustentando que as universidades insulares precisam de reforço financeiro para “dar um salto maior”, colocando-se ao nível das universidades médias.

O orçamento da UMa ronda os 23 milhões de euros por ano, dos quais 15 milhões são transferidos através do Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

A instituição foi criada em 1988 e atualmente leciona 74 cursos, entre os quais 23 de licenciatura, 24 de mestrado, 15 Cursos Técnicos Superiores Profissionais, oito doutoramentos e três pós-graduações, contando com 4.300 alunos e 155 professores de carreira.

Sílvio Fernandes indicou que em breve serão abertas mais 21 vagas para professores de carreira, o que colocará a Universidade da Madeira numa “situação de estabilidade muito grande”.

O reitor da UMa realçou, por outro lado, que a instituição oferece “capacidade de resposta” para problemas específicos da Madeira, através de estudos e trabalhos de investigação em diversas áreas, vincando que os governantes devem se inteirar das condições para os pôr em prática.  

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