Chega/Açores quer conhecer custos do ‘handling’ da SATA

O Chega/Açores questionou o Governo Regional sobre os custos do ‘handling’ do grupo de aviação SATA e sobre o impacto que a sua privatização terá



Num requerimento entregue no parlamento dos Açores, os deputados referem que o ‘handling’ – conjunto de serviços de assistência em escala prestados a uma aeronave, passageiros, bagagens e carga enquanto o avião está no solo - “é um elemento fundamental para o funcionamento dos aeroportos da região e para a própria operação das companhias aéreas que servem os Açores”.

No quadro da reestruturação do Grupo SATA, o serviço vai ser privatizado, a par da Azores Airlines, que faz as ligações de e para fora do arquipélago.

Segundo uma nota de imprensa, os deputados regionais do Chega querem saber o custo anual do ‘handling’ assegurado pela SATA nos últimos cinco anos, discriminado por aeroportos da região, bem como os resultados operacionais dessa atividade durante o mesmo período.

Os deputados pedem ainda dados sobre o número de trabalhadores afetos ao setor, os investimentos realizados e o custo médio do ‘handling’ por operação aérea nos aeroportos açorianos.

O partido quer também saber “qual será o enquadramento futuro desta atividade no contexto da privatização da Azores Airlines, nomeadamente se o ‘handling’ permanecerá na esfera pública, se será integrado no processo de privatização ou se poderá vir a ser concessionado a entidades privadas”.

“Os deputados querem ainda saber que impacto financeiro poderá ter para a região uma eventual separação ou concessão desta atividade, bem como se existe algum estudo económico que avalie a sustentabilidade do ‘handling’ da SATA após a privatização da companhia aérea”, refere-se na nota de imprensa.

Os parlamentares questionam ainda se estão salvaguardados os postos de trabalho atualmente existentes nesta área e sobre as medidas que o Governo Regional pretende adotar para “evitar aumentos de custos que possam comprometer a competitividade do transporte aéreo nos Açores”.

Para o partido, é “indispensável garantir total transparência sobre os custos desta atividade, a sua sustentabilidade financeira e as consequências futuras para o transporte aéreo na região”.

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