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César acusa Rio de sentenciar quem não foi julgado e caluniar quem não é suspeito

César acusa Rio de sentenciar quem não foi julgado e caluniar quem não é suspeito

 

AO Online/ Lusa   Nacional   28 de Set de 2019, 19:59

O presidente do PS atacou este sábado o líder social-democrata a propósito do caso de Tancos, dizendo que pretende sentenciar quem ainda não foi julgado, como o ex-ministro Azeredo Lopes, e que calunia quem nem sequer é suspeito.

Carlos César fez estas críticas a Rui Rio no comício do PS em Guimarães, no Largo de Donaes, antes das intervenções finais da deputada socialista Sónia Fertuzinhos e do secretário-geral socialista, António Costa.

De acordo com o presidente do PS, o líder do PSD "diz num dia que não faz julgamentos na praça pública, mas em outros dias, como no caso de Tancos, pretende transformar a Comissão Permanente da Assembleia da República num tribunal".

Rui Rio "sentencia quem nem sequer foi julgado e calunia quem não é suspeito nem acusado. E era uma pessoa assim que queria ser primeiro-ministro de Portugal", declarou Carlos César já depois de se ter referido "à desorientação do PSD" antes das eleições legislativas.

Num discurso em que pediu para o PS "uma maioria de valor reforçado" nas próximas eleições legislativas, o presidente dos socialistas fez referências indiretas sobre os parceiros do PS na atual solução governativa, o Bloco de Esquerda e a CDU.

Neste ponto, Carlos César começou por caracterizar António Costa como "um político dialogante e paciente, mesmo muito paciente", revelando-se, igualmente, "um gerador de confluências, um praticante da concertação e um mobilizador de vontades".

"Isso é muito importante num primeiro-ministro. Sem a firmeza de António Costa este Governo não teria subsistido, nem o país tinha resistido às aventuras para que alguns nos empurravam. António Costa revelou-se o fiel da balança, um fator de esperança e a garantia da confiança dos portugueses no seu próprio país", sustentou.

Por estas razões, na perspetiva do líder parlamentar socialista, "o voto no PS é mais do que um voto partidário".

"É um voto necessário para a estabilidade e para o progresso do país", defendeu, tendo ainda acusado o PSD "de nada falar sobre os desafios que se colocam ao país".

"Há uns que não querem saber disso. Percebo que o PSD não o faça, porque a sua desorientação é muito grande. Ainda por cima o PSD recebe más notícias: O desemprego desce e a economia cresce. E o PSD não se conforma com prestígio de Portugal e do primeiro-ministro no exterior", acrescentou.

No primeiro discurso da noite, o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, elogiou a cooperação entre o poder autárquico e o atual Governo, designadamente ao nível da recuperação de património histórico.

"Temos uma forte identidade em Guimarães, porque aqui nasceu Portugal. Tratamos da História de Portugal, da cultura, da ciência, da educação, da economia e do ambiente sempre na base da cooperação. E a nossa cooperação é muito boa com o primeiro-ministro, António Costa", defendeu, numa intervenção em que classificou como "excecional" o titular da pasta das Finanças, Mário Centeno.

Na intervenção seguinte, a secretária-geral da JS, Maria Begonha, candidata a deputada pelo círculo eleitoral de Braga, disse que fez questão de marcar presença na greve climática, na sexta-feira, numa ação realizada no Porto.

"Agora parece que todos, da esquerda à direita, somos todos perigosos ambientalistas. Mas o PS foi o primeiro partido a assumir a urgência do combate às alterações climáticas. Recusamos ver o mundo pela visão conservadora do PSD e do CDS-PP", declarou Maria Begonha.

Nos próximos quatro anos, a secretária-geral da JS prometeu bater-se por uma política salarial "mais justa", combater a falta de habitação e o abandono escolar, e recusou a proposta do CDS-PP de "compra de vagas" no acesso ao Ensino Superior.



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