As principais “preocupações estratégicas” para o próximo ano de governação foram hoje apresentadas pelo secretário-geral do CDS-PP/Açores, Pedro Pinto, na sede da Presidência do Governo Regional, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após uma reunião com o líder do executivo (PM), José Manuel Bolieiro, que está a receber os partidos e parceiros sociais a propósito da elaboração do Plano e Orçamento para 2027.
“A vida não para, nem vai terminar porque deixou de haver Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O Governo tem e continuará a ter verbas para investimento público”, sustentou Pedro Pinto, em declarações aos jornalistas.
Entre as preocupações apresentadas pelo CDS-PP está a transição demográfica e a necessidade de reforçar as políticas de apoio à população idosa.
A habitação foi outra das áreas destacadas pelo secretário-geral do CDS-PP/Açores.
Apesar do “muito investimento” realizado na habitação, o dirigente regional do CDS-PP considerou que “isto não esgota as necessidades de habitação dos açorianos”.
Nesse sentido, defendeu a continuidade do investimento em habitação pública, mas com particular atenção à classe média e aos jovens.
“Não estamos a referir especificamente a habitação social. Estamos a referir a habitação para a classe média, para os jovens que terminam a sua formação académica e procuram instalar-se numa habitação e formar família. Mas, os preços atuais do mercado são incomportáveis para a maioria dos jovens licenciados e temos de ter essa sensibilidade”, sublinhou Pedro Pinto.
Na saúde, o secretário-geral do CDS-PP/Açores reconheceu os investimentos realizados ao abrigo do PRR, mas defendeu que a Região deve continuar a aposta neste setor, nomeadamente através da intervenção em infraestruturas que não foram abrangidas pelos investimentos anteriores, como sejam os centros de saúde da ilha Terceira (Angra do Heroísmo e Praia da Vitória) ou mesmo a segunda fase do Centro de Saúde de Velas.
Relativamente ao custo de vida, o CDS-PP/Açores assinalou também junto do executivo açoriano a sua preocupação.
Pedro Pinto alertou para o impacto que a instabilidade no Médio Oriente continua a ter nos preços, com consequências diretas e "todas as semanas" para as famílias, para as empresas e para a economia regional.
“Alertámos o Governo a pensar num mecanismo que esteja ao alcance, dentro daquilo que são os mecanismos legais, que existem, quer na Região, quer no país, a encontrar uma solução dentro do que é possível para fazer com que o aumento dos combustíveis possa ser o mais baixo possível até que o conflito se resolva”, defendeu Pedro Pinto.
