Cavaco Silva apela à confiança nas instituições e adverte que ninguém está acima da lei

Cavaco Silva apela à confiança nas instituições e adverte que ninguém está acima da lei

 

Lusa / AO online   Nacional   5 de Out de 2013, 12:47

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje que é imperioso manter a coesão da República e a confiança dos portugueses nas instituições, advertindo que ninguém está acima da lei e ninguém possui o monopólio da ética.

 

No seu discurso na sessão comemorativa do 5 de Outubro, Cavaco Silva sublinhou que todos os cidadãos devem ser tratados "no respeito pelos princípios da igualdade e da dignidade humana inscritos na Lei Fundamental".

Por outro lado, disse, "ninguém está acima da lei e dos imperativos patrióticos de cidadania".

"Daí a necessidade de não baixarmos os braços na defesa da ética republicana e dos valores da integridade, prevenindo e combatendo a corrupção ou situações menos transparentes de relacionamento entre o poder público e os interesses privados", apelou.

Segundo Cavaco Silva, "ninguém pode eximir-se do dever de contribuir para o bem comum", sobretudo nos momentos em que todos, sem exceção, são chamados "a fazer pesados sacrifícios, em nome de um futuro melhor para Portugal e para as gerações vindouras".

"É imperioso mantermos a coesão da nossa república, bem como a confiança dos portugueses nas suas instituições", defendeu, na cerimónia, que decorre este ano no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa.

Do mesmo modo, advertiu, "ninguém possui o monopólio da ética, ninguém pode arvorar-se em proprietário da moral pública".

"Nas conjunturas de crise, há sempre quem pretenda cultivar e tirar proveito de sentimentos adversos às instituições, contribuindo de forma irresponsável para aprofundar o distanciamento e o desinteresse dos cidadãos pela vida coletiva de uma República a que todos pertencemos", sustentou.

Considerando que é essencial "criar as bases de uma cidadania mais esclarecida e mais informada", Cavaco Silva defendeu que "não só os governantes têm um especial dever de informação junto dos cidadãos, como a sociedade civil e a comunicação social devem ter consciência das suas responsabilidades".



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