Catarina Martins diz que maioria absoluta do PS é "contra direitos" dos trabalhadores

Catarina Martins diz que maioria absoluta do PS é "contra direitos" dos trabalhadores

 

AO Online/ Lusa   Nacional   14 de Set de 2019, 11:55

A coordenadora do BE, Catarina Martins, considerou esta sexta feira que uma maioria absoluta do PS é contra “os direitos de quem trabalha”, e apontou o investimento e a dignidade do trabalho como prioridades do Bloco.

Num jantar comício em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, Açores, Catarina Martins afirmou que nas eleições legislativas de 06 de outubro “o debate” é entre “estar contra os patrões dos patrões, a combater os direitos de quem trabalha, numa maioria absoluta do Partido Socialista”, ou “puxar pelos salários, pela dignidade de quem constrói este país, de quem trabalha tanto, e dar força ao Bloco de Esquerda”.

A líder do BE exemplificou com as iniciativas apresentadas esta semana pela CIP - Confederação Empresarial de Portugal, que designou “os patrões dos patrões”, em que “dizem que as grandes empresas pagam muitos impostos” e que, “não só querem pagar menos, como querem que o trabalho tenha menos direitos”.

“[A CIP tem] António Saraiva como seu porta-voz máximo, esse mesmo que disse que o que era importante era uma maioria absoluta para o Partido Socialista”, referiu.

Catarina Martins afirmou ainda que “o investimento é a grande causa dos próximos quatro anos e é a única forma de ter contas certas”, destacando que “enquanto o investimento fica todo pendurado, em todo o território, 25 mil milhões de euros foram entregues ao sistema financeiro, 17 mil milhões nunca foram pagos”.

A líder nacional do BE destacou os números da precariedade na região, “onde 70% dos jovens trabalhadores são precários”.

Já António Lima, líder regional do BE, disse que o Bloco é “o partido mais disponível, mais preparado e mais capaz de defender os Açores na Assembleia da República”, frisando que “no programa nacional do Bloco de Esquerda constam duas páginas de propostas concretas para os Açores e para a autonomia”.

Criticando a ação socialista, tanto no Governo Regional, como no executivo nacional, António Lima, deputado no parlamento açoriano, apontou a situação do estabelecimento prisional de Ponta Delgada como um “atentado aos direitos humanos” e as declarações de António Costa, secretário-geral do PS e primeiro-ministro, que propõe a transferência da gestão do subsídio social de mobilidade para as regiões autónomas, como um “ataque monumental à autonomia.

À direita, António Lima considerou que o CDS-PP e o PSD “nada têm a dizer sobre os Açores”.


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