Hong Kong

Candidatos pró-Pequim vencem eleições para Conselhos Distritais

Candidatos pró-Pequim vencem eleições para Conselhos Distritais

 

Lusa / AO online   Internacional   19 de Nov de 2007, 10:50

O campo democrata de Hong Kong sofreu um forte revés com a vitória dos candidatos pró-Pequim nas eleições de domingo para os conselhos distritais (órgãos consultivos locais) e cujos resultados finais foram conhecidos.
A perda de terreno dos democratas, que confere aos partidários de Pequim um novo folêgo numa altura em que o território debate o caminho rumo à democracia na actual Região Administrativa Especial chinesa, fez com que Albert Ho, líder do Partido Democrático, o maior partido do campo pró-democracia, apresentasse a demissão, que não foi aceite pelos seus pares.

A Aliança para o Melhoramento e Progresso de Hong Kong, um grupo pró-Pequim, conquistou 115 dos 405 lugares em disputa, enquanto o sector democrata conseguiu 106 lugares com o Partido Democrático a ser eleito para 59 assentos, menos 36 lugares do que obteve nas eleições de 2003.

Apesar dos conselhos distritais terem apenas uma função consultiva do governo, para assuntos locais, analistas locais defendem que o resultado de domingo terá implicações nos próximos actos eleitorais a realizar em Hong Kong já no início de Dezembro - uma vaga no Conselho Legislativo aberta pela morte de um deputado - e gerais em 2008 também para o mesmo órgão.

Actualmente, apenas metade dos 60 lugares do parlamento de Hong Kong são eleitos directamente pela população, com os restantes a serem ocupados por representantes dos vários sectores económicos e profissionais, a maioria dos quais fiel a Pequim.

O líder do governo é, por sua vez, eleito por um grupo de 800 membros do Comité de Selecção também maioritariamente ocupado por elementos pró-Pequim.

Apesar de a Lei Básica de Hong Kong, a mini-constituição que rege a vida local, ter definido que a antiga colónia britânica irá desenvolver o seu sistema político rumo à democracia plena, nenhuma data está estipulada para a introdução do sufrágio universal embora os democratas reclamem eleições directas já em 2012.

As eleições de domingo foram as mais participadas de sempre com cerca de 1,15 milhões de pessoas a deslocarem-se às mesas de voto.

Hong Kong tem uma população de cerca de sete milhões de pessoas.
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