Saúde

Cancro da mama mata 1800 portuguesas por ano

Cancro da mama mata 1800 portuguesas por ano

 

Lusa/AOonline   Nacional   29 de Out de 2008, 11:05

O cancro da mama mata por ano 1.800 mulheres portuguesas, alertou o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Vítor Veloso, referindo ainda cinco mil novos casos anuais no país.
O número de casos conhecidos tem aumentado nos últimos cinco anos devido ao alargamento de rastreios, que permitem a detecção precoce da doença, e aos estilos de vida actuais, que incluem stress, má alimentação, sedentarismo e tabaco.

    Em declarações à Agência Lusa, o coordenador nacional das doenças oncológicas, Pedro Pimentel, acrescentou, por seu lado, que os números em cinco anos mostram uma taxa de sobrevivência entre os 75 e os 80 por cento.

    "Tem-se registado um decréscimo sustentado e consistente na mortalidade, que passa pela cobertura do programa de rastreio e a maior consciencialização das mulheres, que permite um diagnóstico mais precoce" e uma maior taxa de sucesso no tratamento, referiu.

    Actualmente, o rastreio está acessível a metade das portuguesas, mas o presidente da Liga acredita que no máximo de dois anos a totalidade da população possa estar abrangida.

    Com uma cobertura total do programa, a mortalidade poderá diminuir em 20 por cento num período de cinco a 10 anos, acrescentou à Lusa Vítor Veloso em vésperas do dia nacional de prevenção do cancro da mama, que se assinala quinta-feira.

    O programa de detecção é desenvolvido pela coordenação nacional de rastreio da Liga através de protocolos com as Administrações Regionais de Saúde.

    Actualmente, apenas a zona Centro tem uma resposta a 100 por cento, mas Vítor Veloso acredita que a "muito curto prazo" o rastreio já efectuado no Norte e no Sul se alargue, para que exista uma "cobertura nacional desejável e indispensável para cumprir um desígnio da comunidade europeia".

    A nível de tratamentos, Vítor Veloso referiu as inovações a nível da radioterapia, cujos equipamentos são actualmente "mais dirigidos e mais eficazes", e da hormoterapia e quimioterapia.

    Os mesmos avanços foram assinalados por Pedro Pimentel também como uma razão para os "ganhos significativos" no controlo da doença.

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