Cancro da Mama

Campanha quer rastrear 30 mil mulheres em dois anos


 

Lusa / AO online   Nacional   25 de Out de 2007, 17:27

Uma campanha de rastreio de cancro da mama vai iniciar-se no mês de Novembro em Coimbra, com o objectivo de, durante dois anos, abarcar um universo de 30 mil mulheres, foi anunciado esta quinta-feira.
Esta quinta-feira, em conferência de imprensa realizada pela Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) em conjunto com a Liga Portuguesa Contra o Cancro, foi anunciado que o programa arranca no dia 7 no Centro de Saúde de Eiras, passando rotativamente pelos restantes cinco centros de saúde do concelho.

Vítor Rodrigues, coordenador nacional do programa de rastreio da Liga, explicou que uma unidade móvel, resultante da transformação da unidade fixa existente em Coimbra, irá deslocar-se a todos os centros de saúde, de modo a cumprir com mais eficácia os objectivos.

"Quisemos aproximar o programa das unidades de cuidados de saúde primários", explicou, adiantando que o rastreio será inteiramente gratuito para as mulheres da faixa etária alvo - entre os 45 e os 69 anos.

As mulheres serão convocadas para comparecer para o rastreio num determinado dia e hora, pelo próprio centro de saúde onde estão inscritas.

O objectivo dos promotores é conseguir rastrear 80 por cento das 30.000 mulheres daquela faixa etária.

O rastreio será efectuado já com um equipamento de mamografia digital, em resultado de um investimento de 4 milhões de euros que a Liga Portuguesa Contra o Cancro realizou para todo o país.

Os novos equipamentos, para além das funcionalidades decorrentes do armazenamento de dados, permitem captar uma imagem de com maior definição e fazem diminuir a emissão de radiações para o corpo da mulher.

Na conferência de imprensa foi revelado que a Região Centro apresenta uma mortalidade inferior à média nacional. Na região morrem 19 mulheres por cada 100.000 com cancro da mama, quando a média nacional é de 23 por 100.000.

Esta taxa mais baixa de mortalidade está relacionada com as campanhas de rastreio, iniciadas em 1990, e com uma menor incidência da doença, que "aumenta de norte para sul", foi revelado na conferência de imprensa.

João Pedro Pimentel, presidente da ARSC, realçou que a Região Centro está na vanguarda da luta contra o cancro da mama, pondo em prática desde 1990 um programa sistematizado de rastreio. Desde 2001 estão abrangidos todos os concelhos - dos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu - da sua área de influência.
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