OE2019

Camané e Mário Laginha juntos em novo projeto que será apresentado ao vivo em 2019

Camané e Mário Laginha juntos em novo projeto que será apresentado ao vivo em 2019

 

Lusa/Ao online   Cultura e Social   17 de Nov de 2018, 11:18

O fadista Camané e o pianista e compositor Mário Laginha juntaram-se num novo projeto, “Aqui está-se sossegado”, que será apresentado ao vivo no próximo ano e já tem datas garantidas no Porto e em Águeda.

“Aqui está-se sossegado” será apresentado em várias localidades, sendo certo que, a 26 de janeiro, passa pelo Porto, pela Casa da Música, e, a 09 de fevereiro, por Águeda, disse à Lusa o agente de Camané.

O fadista e o pianista “já deram vários concertos juntos”, e do “excelente entendimento sentido nessas colaborações esporádicas” resulta “o inevitável aprofundamento desta simbiose”.

Este novo projeto é “de raiz para dar mais brilho a uma voz e a um piano que se descobriram cúmplices desde a primeira vez que encheram um palco”.

O alinhamento dos concertos incluirá “cerca de duas dezenas de temas, saídos do cânone fadista tradicional, do repertório de Camané e incluirá também inéditos compostos por Mário Laginha que, recorde-se, musicou já um poema de Álvaro de Campos (heterónimo de Fernando Pessoa) para Camané, ‘Ai Margarida’”.

O álbum mais recente de Camané, “Camané canta Marceneiro”, foi editado em outubro do ano passado. No disco, que conta com a participação de Carlos do Carmo, o fadista recriou temas do repertório de Alfredo Marceneiro (1891-1982), como “Ironia” ou “A Casa da Mariquinhas”.

Em julho venceu, com aquele que é o seu oitavo álbum de estúdio, o Prémio Manuel Simões para Melhor Disco de Fado, no ano da criação do galardão.

Camané, distinguido já com três prémios Amália, venceu por duas vezes a Grande Noite do Fado de Lisboa, em juniores e seniores, e, ao longo do seu percurso, passou por várias casas de fado, nomeadamente o restaurante Senhor Vinho, da fadista Maria da Fé e do poeta José Luís Gordo.

No ano passado, recebeu o prémio Tenco per Operatore Culturale, atribuído pelo Club Luigi Tenco, fundado em 1972, em Sanremo, no nordeste de Itália.

No teatro fez parte dos elencos de "Grande Noite", "Maldita Cocaína" e "Cabaret", sempre dirigido por Filipe la Féria.

Em 2002, participou num espetáculo com Manuela de Freitas, em torno da obra do poeta Fernando Pessoa, que foi apresentado no Palais des Beauxs Arts, em Bruxelas. Fez parte do projeto Humanos, de homenagem a António Variações, com Manuela Azevedo, David Fonseca, Helder Gonçalves e Nuno Rafael, lançado em 2004.

Mário Laginha tem uma carreira de mais de duas décadas no jazz, em nome próprio e em partilha com outros artistas, como Maria João, Carlos Bica e Miguel Amaral.

Em finais de setembro do ano passado, o pianista editou o álbum "Setembro", com o saxofonista inglês Julian Arguelles e o baterista norueguês Helge Andreas Norbakken.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.