Açoriano Oriental
Livre/Congresso
Cabeça de lista na Madeira diz que “é necessário um 25 de Abril” na região

A cabeça de lista do Livre para as eleições legislativas regionais antecipadas na Madeira defendeu hoje que é necessário “um 25 de Abril” na região autónoma e atirou à “mordaça da direita e do barão Albuquerque e companhia”.


Autor: Lusa /AO Online

“Muitos madeirenses e porto-santenses sentem e aspiram por uma mudança profunda apesar da mordaça da direita e do barão Albuquerque e companhia. É necessário um 25 de Abril na região autónoma da Madeira”, considerou Marta Sofia, numa intervenção fortemente aplaudida pelos congressistas presentes na 14.ª reunião magna que termina hoje, no pavilhão municipal da Costa de Caparica, distrito de Setúbal.

Marta Sofia defendeu que “o regime” na Madeira “está podre mas não irá cair por si porque está sustentado numa ampla rede de favores e clientismo”.

“É perante esta realidade que a candidatura do Livre se assume como um forte sinal de esperança para o arquipélago da Madeira”, considerou.

Marta Sofia afirmou que conhece quem tenha medo de assumir publicamente um apoio ao Livre por ter receio de perder o emprego na região.

“Quarenta e oito anos de um regime de um partido único serviu para empobrecer a população, alimentar a corrupção e os monopólios que sustentam o regime e ditam as regras de uma região pobre e feita para inglês ver”, lamentou.

A candidata mostrou-se convicta de que “só o Livre pode assumir a alternativa política na Região Autónoma da Madeira”.

A campanha eleitoral das eleições legislativas regionais antecipadas na Madeira começa hoje, envolvendo as 14 candidaturas que vão a votos em 26 de maio.

Em disputa nas eleições de dia 26 estão os 47 lugares do hemiciclo da Assembleia Legislativa Regional da Madeira e, segundo dados do Ministério da Administração Interna, até terça-feira estavam recenseados para votar 254.522 eleitores.

O sorteio da ordem no boletim de voto colocou o Alternativa Democrática Nacional (ADN) em primeiro lugar, seguindo-se Bloco de Esquerda (BE), Partido Socialista (PS), Livre (L), Iniciativa Liberal (IL), Reagir, Incluir, Reciclar (RIR), CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV), Chega (CH), CDS – Partido Popular (CDS-PP), Partido da Terra (MPT), Partido Social-Democrata (PPD/PSD), Pessoas-Animais-Natureza (PAN), Partido Trabalhista Português (PTP) e Juntos Pelo Povo (JPP).

As antecipadas de 26 de maio ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

O PSD sempre governou no arquipélago e venceu com maioria absoluta 11 eleições entre 1976 e 2015.

Na última legislatura, a Assembleia Legislativa da Madeira tinha 20 representantes do PSD, três do CDS-PP (com quem os sociais-democratas foram a eleições coligados), 11 do PS, cinco do JPP e quatro do Chega. A CDU, o BE e o PAN ocupavam um lugar cada.


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