Bruxelas exige cumprimento das promessas sobre ajudas ao desenvolvimento


 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Nov de 2007, 14:18

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, afirmou que irá "manter a pressão" junto dos Estados-membros da UE para que cumpram efectivamente os compromissos que assumiram em matéria de ajudas ao desenvolvimento e combate à pobreza.
As declarações do presidente da Comissão Europeia foram proferidas à margem da 2ª Edição das Jornadas Europeias do Desenvolvimento, que decorrem até sexta-feira, na Feira Industrial de Lisboa (FIL), no Parque das Nações.
O presidente da Comissão Europeia defendeu que, no seu conjunto, a UE está a cumprir os compromissos que assumiu ao nível dos Objectivos do Milénio, mas disse temer que exista a prazo "uma perda de dinâmica".
"Quando observamos as estatísticas, verifica-se que grande parte da ajuda pública ao desenvolvimento dada pela Europa foi cancelamento da dívida. Portanto, são transferências financeiras que contam de uma só vez, mas que não terão necessariamente seguimento nos próximos anos", justificou.
Perante esta situação, Durão Barroso salientou que a Comissão Europeia irá "manter a pressão para que os países europeus, que assumiram responsabilidades concretas neste domínio [do combate à pobreza e fome no mundo], não abrandem a prazo o seu esforço".
Em relação ao combate às alterações climáticas, o ex-primeiro-ministro português defendeu que "tem havido uma maior consciencialização" sobre a importância deste tema para o futuro da humanidade.
Apesar desse seu optimismo, Barroso lamentou que "alguns dos maiores poluidores não aceitem ainda que existam objectivos vinculativos" em mataria de combate às alterações climáticas.
"Na UE, tomámos a liderança de impor à nós próprios objectivos vinculativos, mas temos dito que se trata de um problema global e que, como tal, tem de haver um resposta global", salientou, numa referência crítica a países como os Estados Unidos.
Segundo a estimativa apresentada por Barroso, os países da UE "são responsáveis no seu conjunto por 14 por cento das emissões de gases com efeito de estufa".
"Dentro de alguns anos, os países da UE estarão abaixo dos dez por cento, sobretudo face à emergência de economias como a China e Índia, que estão a tornar-se rapidamente as que mais libertam gases com efeito de estufa", acrescentou.
Para o presidente da Comissão Europeia, "é extremamente importante que os Estados Unidos, a China, à Índia e outros grandes países aceitem objectivos vinculativos, de carácter obrigatório, de forma a que haja uma resposta global às alterações climáticas".
"Esperamos que na conferência de Bali, em Dezembro, se fixe um roteiro, tendo em vista definir um sistema pós-Quioto, em 2012", acrescentou.
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